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Lobista do STJ possui frota de 396 veículos e 4 aeronaves avaliadas em R$ 113 milhões

Polícia Federal investiga patrimônio de R$ 113 milhões de lobista e suspeita de esquema de venda de decisões judiciais no STJ

Frota de aeronaves da Florais Táxi Aéreo, empresa suspeita de irregularidades (Foto: Reprodução)
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  • O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves é investigado por supostos esquemas de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
  • A Polícia Federal (PF) revelou que seu patrimônio é estimado em R$ 113 milhões, incluindo 396 veículos e quatro aeronaves.
  • A empresa Florais Transporte, de Gonçalves, é suspeita de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.
  • A frota da empresa conta com 113 caminhões, 48 reboques e 215 semirreboques, desproporcional ao número de 48 funcionários.
  • As investigações indicam que Gonçalves pagou R$ 6 milhões em propinas a familiares de um juiz de Mato Grosso, reforçando as suspeitas de corrupção.

BRASÍLIA – O lobista Andreson de Oliveira Gonçalves é alvo de investigações por supostos esquemas de venda de decisões judiciais no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Recentemente, a Polícia Federal (PF) revelou que seu patrimônio é estimado em R$ 113 milhões, incluindo 396 veículos e quatro aeronaves. A empresa de transporte de Gonçalves, Florais Transporte, é suspeita de estar envolvida em atividades de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.

A frota da Florais Transporte, que conta com 113 caminhões, 48 reboques e 215 semirreboques, é desproporcional ao número de funcionários da empresa, que é de apenas 48. A PF questiona a viabilidade operacional da empresa, considerando que o valor total dos veículos é de aproximadamente R$ 97 milhões. A defesa de Gonçalves não se manifestou sobre as acusações.

Investigações em Andamento

As investigações da PF, que estão em fase final, apontam que Gonçalves é um dos principais envolvidos em um esquema que cooptava servidores do Judiciário para obter informações privilegiadas. A Florais Taxi Aéreo, outra empresa de sua propriedade, possui uma frota de quatro aeronaves avaliadas em R$ 16 milhões. A PF identificou irregularidades na operação da empresa, sugerindo que as aeronaves podem ter sido utilizadas para beneficiar autoridades do Judiciário.

Os documentos da PF indicam que a estrutura operacional da Florais Taxi Aéreo não corresponde à atividade de táxi aéreo, com um volume reduzido de voos e a falta de seguro obrigatório. As investigações revelaram também que Gonçalves teria pago R$ 6 milhões em propinas a familiares de um juiz de Mato Grosso, reforçando as suspeitas de corrupção e tráfico de influência no sistema judiciário.

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