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Cartel de Sinaloa ataca hospitais após romper pacto de zonas neutras

Ataques em hospitais de Culiacán revelam a gravidade da guerra entre facções do Cartel de Sinaloa e aumentam o temor na população

Policiais fazem a segurança do Hospital General de Culiacán após um ataque (Foto: Reprodução)
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  • A violência em Culiacán, Sinaloa, aumentou com ataques armados em hospitais, resultando em múltiplas mortes.
  • Em um dos incidentes, homens armados dispararam no Hospital Civil, matando três pessoas e ferindo outras quatro, incluindo uma menor.
  • No mesmo dia, a violência culminou em um total de 11 mortes na cidade, conforme dados da Fiscalía General de Sinaloa.
  • No dia seguinte, um homem foi assassinado em uma clínica particular e outro ataque ocorreu no Hospital General, onde um homem disfarçado de enfermeiro matou um paciente.
  • Desde o início da guerra interna no Cartel de Sinaloa, mais de 1.700 pessoas foram assassinadas e cerca de 2.000 estão desaparecidas.

A violência em Culiacán, Sinaloa, intensificou-se com ataques armados em hospitais, refletindo a brutalidade da luta pelo poder entre facções do Cartel de Sinaloa. Nos últimos dias, três incidentes fatais ocorreram em instituições de saúde, resultando em múltiplas mortes de pacientes e familiares.

No dia 29 de agosto, homens armados dispararam contra a área de Urgências do Hospital Civil, matando três pessoas, incluindo Jorge Armando, de 32 anos. Além das vítimas fatais, outras quatro pessoas ficaram feridas, incluindo uma menina de 13 anos. O ataque deixou a comunidade em estado de choque, com familiares expressando sua dor e indignação. Abelardo, pai de uma das vítimas, lamentou a perda de seu genro, descrevendo-o como um homem bom que estava no lugar errado na hora errada.

Na mesma noite, o exército localizou um veículo roubado, com marcas de tiros, nas proximidades do hospital. O dia terminou com um total de 11 mortes em Culiacán, conforme dados da Fiscalía General de Sinaloa. A violência não cessou, pois no dia seguinte, um homem foi assassinado em uma clínica particular enquanto recebia tratamento. Outro ataque ocorreu no Hospital General, onde um homem armado, disfarçado de enfermeiro, matou um paciente que havia sido ferido em um confronto anterior.

A Escalada da Violência

Esses ataques em hospitais, que deveriam ser locais de cura, tornaram-se cenários de execução. Desde o início da guerra interna no cartel, em setembro do ano passado, mais de 1.700 pessoas foram assassinadas e cerca de 2.000 estão desaparecidas. As autoridades enfrentam dificuldades para controlar a situação, e a população vive com medo constante.

Os hospitais de Culiacán, que atendem milhares de pessoas diariamente, agora são vistos como alvos em um conflito que não dá sinais de desaceleração. A brutalidade dos ataques evidencia a deterioração da segurança na região, onde a disputa pelo controle territorial entre os filhos do Chapo e os seguidores do Mayo se intensifica.

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