- O governo brasileiro se prepara para responder a novas sanções dos Estados Unidos, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF).
- O julgamento dos principais acusados de tentativa de golpe de Estado começará na próxima terça-feira, 2 de outubro.
- Os Estados Unidos impuseram tarifas de 50% sobre produtos brasileiros desde 6 de agosto, citando razões políticas.
- Entre as medidas em discussão pelo governo Lula estão a quebra de patentes de medicamentos e a tributação de aplicativos de streaming.
- Diplomatas acreditam que essas ações podem abrir espaço para um diálogo com os EUA, que têm evitado negociações sobre o tema.
O governo Lula se prepara para responder a possíveis novas sanções dos Estados Unidos, em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). A Primeira Turma do STF iniciará o julgamento na próxima terça-feira, 2 de outubro, dos principais acusados de tentativa de golpe de Estado, com Bolsonaro sendo apontado como o “principal articulador” das ações para se manter no poder após a derrota nas eleições de 2022.
As tarifas elevadas de 50% sobre produtos brasileiros, impostas pelos EUA desde 6 de agosto, foram citadas pelo presidente americano, Donald Trump, como uma das razões para a medida. Fontes do governo brasileiro afirmam que o início do processo de imposição de medidas de reciprocidade não está diretamente ligado ao julgamento de Bolsonaro, mas sim a uma percepção política consolidada tanto no Brasil quanto no exterior.
Medidas em Discussão
O governo brasileiro considera diversas opções para responder a novas sanções. Entre as propostas estão a quebra de patentes de medicamentos e a tributação de aplicativos de streaming. Essas medidas estão sendo discutidas com cautela, levando em conta a repercussão interna e externa.
Diplomatas acreditam que o início desse processo pode abrir espaço para um diálogo com os EUA, que têm evitado negociações sobre o tema. A estratégia do governo é mostrar que as tarifas têm um caráter político, buscando assim uma resposta que possa ser aceita tanto nacionalmente quanto internacionalmente.
Entre na conversa da comunidade