- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura centralizadora do governo dos Estados Unidos, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, dificultando negociações.
- A medida entrou em vigor em 6 de agosto e gerou frustração no governo Lula, que busca um acordo sem sucesso.
- Haddad mencionou o cancelamento de uma reunião com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, que se encontrou com Eduardo Bolsonaro.
- O ministro também comentou sobre a movimentação financeira do Primeiro Comando da Capital (PCC), que movimentou centenas de bilhões de reais em operações recentes.
- Ele destacou a importância da fiscalização sobre fintechs e a necessidade de desarticular as ações da facção no setor financeiro e de combustíveis.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a postura centralizadora do governo dos Estados Unidos tem dificultado as negociações entre Brasil e EUA, especialmente após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que entrou em vigor no dia 6 de agosto, tem gerado frustração no governo Lula, que busca um acordo sem sucesso. Haddad mencionou que uma reunião com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, foi cancelada, coincidindo com um encontro entre Bessent e Eduardo Bolsonaro.
Durante entrevista ao Canal Livre, Haddad descreveu a administração de Donald Trump como “errática” e sem precedentes na história dos EUA, ressaltando que as decisões estão concentradas em uma única pessoa. Ele expressou esperança de que a divulgação de conversas entre Eduardo e Jair Bolsonaro possa influenciar a postura americana. “O governo americano pode até fingir que não viu, mas viu”, disse Haddad, referindo-se à necessidade de distensionar as relações.
Operações contra o PCC
Além das questões comerciais, Haddad também abordou a movimentação financeira do PCC (Primeiro Comando da Capital), que, segundo estimativas, movimentou centenas de bilhões de reais nos últimos anos. Em operações recentes, o Ministério Público e as polícias de oito estados iniciaram ações contra a lavagem de dinheiro, com foco em postos de combustíveis e fintechs. O ministro acredita que, com o aprofundamento das investigações, os valores podem ser ainda mais expressivos.
Haddad destacou que a situação do crime organizado é complexa e que a pressão sobre as fintechs para reportar transações financeiras é crucial. Ele mencionou que a falta de fiscalização adequada poderia ter permitido que o PCC movimentasse até R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. A operação atual visa desarticular as ações da facção no setor financeiro e de combustíveis, refletindo um novo momento na segurança pública do Brasil.
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