- A Hungria, sob o governo de Viktor Orbán, não assinou uma declaração da União Europeia que condena os ataques russos a Kiev.
- O país se destacou como um ponto de discórdia durante o encontro em Copenhague, onde ministros da Defesa discutiram apoio militar à Ucrânia e novas sanções contra a Rússia.
- A declaração conjunta, assinada por todos os outros ministros, expressou condenação aos ataques, considerados uma escalada do conflito.
- A Hungria também bloqueia a liberação de R$ 6 bilhões do Fundo Europeu de Apoio à Paz, destinado ao envio de armas à Ucrânia.
- A Comissão Europeia anunciou a alocação de R$ 150 bilhões em empréstimos para compras conjuntas de armas, com dezenove países já solicitando esses fundos.
A Hungria, sob o governo de Viktor Orbán, novamente se destaca como um ponto de discórdia na União Europeia. No último encontro em Copenhague, o país se recusou a assinar uma declaração oficial que condena os recentes ataques russos a Kiev, que também atingiram a sede da UE na capital ucraniana. Essa posição isolada da Hungria ocorre enquanto os ministros de Defesa da UE discutem formas de aumentar o apoio militar à Ucrânia e implementar novas sanções contra a Rússia.
A declaração conjunta dos ministros, exceto o governo húngaro, expressou uma condenação enérgica aos ataques russos, que são vistos como uma escalada deliberada e um obstáculo aos esforços de paz. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, enfatizou a necessidade de intensificar o apoio militar à Ucrânia, especialmente diante da falta de disposição de Moscou para negociar. A UE se comprometeu a acelerar o trabalho em um novo pacote de sanções, que também visa penalizar países que ajudam a Rússia a evitar punições.
Apoio Militar e Sanções
Os ministros de Defesa discutiram a urgência de fornecer mais apoio militar à Ucrânia, com o ministro dinamarquês, Troels Lund Poulsen, afirmando que “Ucrânia precisa de mais apoio militar, e precisa agora”. A Hungria, além de bloquear a assinatura de declarações, também impede a liberação de 6 bilhões de euros do Fundo Europeu de Apoio à Paz, que financia o envio de armas à Ucrânia.
Enquanto isso, a Comissão Europeia anunciou que já foram alocados 150 bilhões de euros em empréstimos para compras conjuntas de armas, com 19 países já solicitando esses fundos. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, destacou que isso representa um “verdadeiro sucesso europeu” na luta contra as ambições russas.
Mudanças na Missão de Treinamento
Os ministros também abordaram a proposta de Kallas para alterar o mandato da missão de treinamento de soldados ucranianos, permitindo que ocorra em território ucraniano quando houver um acordo de cessar-fogo. Essa mudança, no entanto, requer a unanimidade dos membros da UE, o que pode ser dificultado pela posição da Hungria.
Em um contexto mais amplo, líderes como Emmanuel Macron e Friedrich Merz reiteraram a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia, incluindo a aplicação de novas sanções. A guerra na Ucrânia continua sem sinais de resolução, e a coalizão de apoio à Ucrânia permanece firme, apesar das dificuldades diplomáticas.
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