- A democracia brasileira foi avaliada por cinco sistemas de inteligência artificial generativa, resultando em uma nota média de 6,49.
- O processo eleitoral recebeu a melhor avaliação, com média de 8,6.
- A polarização política e a desinformação foram os pontos mais criticados, com nota de 3,9.
- As avaliações variaram entre as IAs, especialmente em “Instituições de Controle e Equilíbrio de Poderes”, com notas de 7,5 e 5.
- O cientista político Fábio Vasconcellos destacou a importância do teste, alertando sobre a influência das IAs na percepção da democracia.
A democracia brasileira foi avaliada por cinco sistemas de inteligência artificial generativa, resultando em uma nota média de 6,49. O teste, conduzido pelo cientista político Fábio Vasconcellos, buscou entender como essas ferramentas percebem o sistema democrático do país.
O processo eleitoral obteve a melhor avaliação, com média de 8,6, enquanto a polarização política e a desinformação foram os pontos mais criticados, recebendo apenas 3,9. Vasconcellos destacou que, apesar das notas médias, as avaliações variaram significativamente entre as IAs, especialmente no quesito “Instituições de Controle e Equilíbrio de Poderes”, onde a Claude atribuiu nota 7,5 e a DeepSeek apenas 5.
O cientista político ressaltou a importância do teste, considerando que cada vez mais as pessoas buscam informações por meio de IAs. Ele alertou que as diferentes abordagens algorítmicas podem levar a percepções divergentes sobre a realidade democrática. “Se você usa uma IA, vai saber de um jeito, e se usar outra, vai saber de outro”, afirmou.
Vasconcellos enfatizou que o objetivo do estudo foi mostrar como as IAs podem influenciar a forma como a sociedade se informa e debate sobre a democracia. A pesquisa reflete a necessidade de um olhar crítico sobre as informações geradas por essas tecnologias, especialmente em um contexto de crescente polarização política no Brasil.
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