- O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, agendou sessões semipresenciais para votar um projeto que altera a Lei da Ficha Limpa.
- A votação está marcada para terça-feira, 2 de outubro.
- A proposta, da deputada Dani Cunha, muda o prazo de inelegibilidade de oito anos, que passaria a ser contado a partir de diferentes momentos da condenação.
- A medida enfrenta resistência no Senado, devido à sua impopularidade entre a opinião pública.
- A mudança pode impactar a participação de políticos com condenações anteriores nas próximas eleições.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), agendou sessões deliberativas semipresenciais para esta semana, com o objetivo de votar um projeto que propõe mudanças na Lei da Ficha Limpa. Essa proposta, que já foi discutida em outras ocasiões, visa alterar o prazo de inelegibilidade de políticos, permitindo punições a partir de diferentes momentos da condenação.
A sessão semipresencial, que permite a participação de parlamentares tanto no plenário quanto remotamente, está marcada para terça-feira, 2 de outubro. O projeto de lei complementar, de autoria da deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), estabelece que o prazo de inelegibilidade de oito anos deve ser contado a partir da decisão judicial, da condenação, da eleição em que ocorreu o ilícito ou da renúncia. Atualmente, a lei considera apenas o trânsito em julgado da condenação.
A proposta enfrenta resistência no Senado, especialmente por ser um tema impopular entre a opinião pública. A realização de sessões semipresenciais é uma medida rara, utilizada em ocasiões específicas, como durante o recesso branco do Congresso e em eventos regionais. A votação do projeto pode ser influenciada pelo contexto político atual, incluindo o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF.
A mudança na Lei da Ficha Limpa é vista como uma tentativa de flexibilizar as regras de inelegibilidade, o que pode impactar a participação de políticos com condenações anteriores nas próximas eleições. A proposta já esteve na pauta do Senado em diversas ocasiões, mas ainda não foi aprovada.
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