- A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) alertou sobre possíveis sanções dos Estados Unidos ao Brasil devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começa hoje, 2 de setembro.
- Durante visita aos EUA, Tereza Cristina recebeu indicações de que a relação política entre os países pode impactar o comércio.
- A senadora destacou que o ex-presidente Donald Trump se identifica com Bolsonaro, o que pode intensificar retaliações.
- Tereza Cristina criticou o governo Lula (PT) pela falta de diálogo com os EUA e sugeriu que o Progressistas (PP) deve deixar a base do governo e entregar cargos importantes.
- Ela defendeu a independência das instituições brasileiras, mas alertou que sanções podem afetar a popularidade de Lula se resultarem em demissões em massa.
A senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) expressou preocupações sobre possíveis sanções dos Estados Unidos ao Brasil, em decorrência do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que começa nesta terça-feira, 2. Durante uma recente visita aos EUA, a senadora recebeu sinais de que a relação política entre os dois países pode afetar o comércio.
Tereza Cristina destacou que a comitiva parlamentar que esteve em Washington em julho ouviu que o ex-presidente Donald Trump se identifica com Bolsonaro, o que poderia intensificar as retaliações. “Podemos ter uma escalada neste primeiro momento de algumas retaliações vindo dos Estados Unidos”, afirmou. Ela defende que Bolsonaro tenha amplo direito de defesa, mas alerta que a situação política pode impactar a lista de produtos brasileiros isentos de tarifas extras.
A senadora criticou o governo Lula (PT) pela falta de diálogo com os EUA e responsabilizou também o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por sua postura. Tereza Cristina ainda comentou sobre as eleições de 2026, afirmando que a definição do candidato da direita depende do desfecho do julgamento de Bolsonaro. Ela mencionou governadores como possíveis candidatos, mas enfatizou a necessidade de um plano político sólido.
Independência das Instituições
Tereza Cristina defendeu a independência das instituições brasileiras em relação às pressões externas, mas alertou que a popularidade de Lula, impulsionada por seu discurso de soberania, pode ser revertida rapidamente se as sanções resultarem em demissões em massa. “O brasileiro pode culpar os dois, mas quem está à frente do Executivo é o presidente Lula”, disse.
A senadora também sugeriu que o Progressistas (PP) deve deixar a base do governo Lula e entregar cargos importantes, como o Ministério do Esporte e a presidência da Caixa Econômica Federal. “Quem é oposição é oposição mesmo, quem é da base é da base. O eleitor precisa saber quem nós somos”, concluiu.
Entre na conversa da comunidade