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Colômbia em alerta com aumento de ataques aéreos de grupos dissidentes

A Colômbia registra aumento significativo de ataques com drones, com 180 incidentes em 2025 e 13 policiais mortos em recente ataque em Amalfi

Homem pilota um drone com explosivos durante confronto entre grupos dissidentes em Putumayo (Foto: Reprodução)
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  • A Colômbia registrou um aumento de mais de 50% nos ataques com drones em 2025, com 180 incidentes nos primeiros oito meses do ano.
  • Um ataque recente em Amalfi, Antioquia, resultou na morte de 13 policiais, o mais letal desde a posse do presidente Gustavo Petro em agosto de 2022.
  • O ataque foi atribuído a dissidentes do grupo FARC, que usaram drones para lançar explosivos.
  • O comandante do Exército, General Luis Emilio Cardozo, afirmou que as forças armadas não estão preparadas para enfrentar essa nova ameaça aérea.
  • O Ministério da Defesa, liderado por Pedro Sánchez, apresentou um projeto de lei para regular o uso de drones e sistemas de defesa.

A Colômbia enfrenta um aumento alarmante da violência, com um crescimento de mais de 50% nos ataques com drones em 2025. Somente nos primeiros oito meses do ano, foram registrados 180 incidentes, refletindo a crescente fragmentação de grupos armados no país.

Recentemente, um ataque em Amalfi, na região de Antioquia, resultou na morte de 13 policiais, sendo o mais letal contra as forças públicas desde a posse do presidente Gustavo Petro em agosto de 2022. O ataque foi atribuído a dissidentes do grupo FARC, que utilizaram drones para lançar explosivos. O helicóptero da polícia, que pousou em uma área minada, foi uma das principais causas do alto número de fatalidades.

A Nova Tática de Guerra

Os drones, que antes eram utilizados principalmente para vigilância, agora são adaptados para ataques. Humberto de la Calle, negociador-chefe do governo no processo de paz, alertou sobre a necessidade urgente de desenvolver sistemas de defesa contra esses novos métodos de ataque. Ele destacou que, embora os grupos armados tenham tentado adquirir mísseis, a utilização de drones representa uma nova fase no conflito colombiano.

A pesquisadora Daniela Gómez explicou que os drones comerciais adaptados não conseguem atingir as altitudes dos helicópteros, limitando os ataques a momentos de decolagem e pouso. No entanto, a vulnerabilidade das aeronaves no solo é uma preocupação crescente, especialmente em áreas onde os grupos armados estão se adaptando rapidamente.

Resposta do Governo

O comandante do Exército, General Luis Emilio Cardozo, reconheceu que as forças armadas não estão preparadas para enfrentar essa nova ameaça aérea. Ele mencionou que a implementação de sistemas anti-drones é um desafio logístico e financeiro, dado o número de tropas em operação no país.

A Fundação Pares e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha relataram um aumento significativo de feridos e mortos devido a dispositivos aéreos explosivos. Entre janeiro e maio de 2025, foram registrados 137 casos relacionados a esses ataques. A resposta do governo tem sido considerada lenta e fragmentada, com a necessidade urgente de um sistema de defesa mais robusto.

O Ministério da Defesa, liderado por Pedro Sánchez, apresentou um projeto de lei para regular o uso de drones e sistemas de defesa, buscando estabelecer um marco legal que permita um controle mais eficaz sobre essas tecnologias emergentes.

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