- Parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) solicitaram a quebra de sigilo sobre as movimentações de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, em gabinetes do Senado.
- A medida busca investigar as reuniões de Antunes no Congresso, desafiando uma portaria que proíbe a divulgação dessas informações.
- Durante a sessão da CPI em 23 de outubro, a base governista e a oposição aprovaram um requerimento extra-pauta para obter dados sobre as entradas e saídas de Antunes nos gabinetes e suas movimentações no ministério da Previdência entre 2019 e 2025.
- Antunes é acusado de operar um esquema que liga associações fraudulentas a servidores públicos, com movimentações de R$ 53 milhões, muito acima da renda mensal de R$ 24 mil que declarava.
- O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar, confirmou que a votação do requerimento ocorrerá na mesma data e que, se negada, alternativas jurídicas serão buscadas para garantir o acesso às informações.
Parlamentares da CPI do INSS solicitaram a quebra de sigilo sobre as movimentações de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, em gabinetes do Senado. A medida visa investigar com quem Antunes se reuniu no Congresso, desafiando uma portaria que proíbe a divulgação dessas informações.
Durante a sessão da CPI, realizada nesta segunda-feira, 23 de outubro, tanto a base governista quanto a oposição se uniram para aprovar um requerimento extra-pauta. A intenção é obter dados sobre as entradas e saídas de Antunes nos gabinetes, além de informações já solicitadas sobre suas movimentações no ministério da Previdência entre 2019 e 2025.
Antunes é considerado o operador central de um esquema que liga associações fraudulentas a servidores públicos. Relatórios da Polícia Federal revelam que ele movimentou R$ 53 milhões provenientes de entidades sindicais e empresas, quantia muito superior à renda mensal de R$ 24 mil que declarava. Parte desse montante teria sido utilizada para presentear dirigentes do INSS, incluindo um Porsche de R$ 500 mil transferido para a esposa de um procurador.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), coordenador da bancada governista na CPI, criticou a restrição de acesso às informações. Ele questionou: “Por qual razão alguém quer esconder em que gabinetes os suspeitos estavam?” O deputado Marcel Van Hattem (NOVO-RS) também se manifestou, chamando a proibição de acesso a essas informações de “absurdo”.
O relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), confirmou que a votação do requerimento ocorrerá nesta segunda-feira. Caso a solicitação seja negada, os parlamentares planejam buscar alternativas jurídicas para garantir o acesso às informações.
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