- O senador Flávio Bolsonaro convocou Eduardo Tagliaferro para depor na Comissão de Segurança do Senado.
- O depoimento ocorrerá por videoconferência nesta terça-feira, às 11h, enquanto seu pai, Jair Bolsonaro, é julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.
- Flávio Bolsonaro não comparecerá ao STF para acompanhar o pai, priorizando a sessão da comissão.
- Tagliaferro, que reside na Itália, é denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes graves, com penas que podem somar até 22 anos de prisão.
- A PGR afirma que ele violou sigilo funcional e atuou em benefício de uma organização criminosa, prejudicando o processo eleitoral brasileiro.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, para depor na Comissão de Segurança do Senado. O depoimento ocorrerá nesta terça-feira, às 11h, coincidindo com o início do julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, no STF por tentativa de golpe de Estado. Flávio confirmou que não comparecerá ao STF para acompanhar o pai, priorizando a sessão da comissão.
Tagliaferro, atualmente residindo na Itália, será ouvido por videoconferência. Ele enfrenta uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por crimes graves, incluindo tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e obstrução de investigação. As penas somadas podem chegar a 22 anos de prisão. A denúncia foi apresentada em um processo que tramita no STF.
De acordo com a PGR, Tagliaferro violou sigilo funcional ao divulgar informações sigilosas a terceiros, prejudicando a legitimidade do processo eleitoral brasileiro. O procurador-geral Paulo Gonet destacou que o ex-assessor atuou em benefício de uma organização criminosa, disseminando desinformação contra o sistema eleitoral e o STF. A decisão sobre a aceitação da denúncia cabe ao STF.
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