- O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, negou ter discutido a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Motta afirmou que existem pautas mais importantes a serem tratadas e que a cassação não foi tema de suas conversas com Lula.
- Lula criticou Eduardo Bolsonaro, chamando-o de traidor e defendendo sua cassação, afirmando ter abordado o assunto com Motta em encontros anteriores.
- Eduardo, autoexilado nos Estados Unidos, pediu permissão para exercer seu mandato à distância, alegando perseguições políticas.
- Ele foi indiciado por obstrução de justiça no Supremo Tribunal Federal e Motta já enviou quatro denúncias contra ele ao Conselho de Ética.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, negou, nesta segunda-feira (1º), que tenha discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cassação do deputado Eduardo Bolsonaro. Motta afirmou que, embora tenha uma boa relação com Lula, a cassação não foi pauta de suas conversas. “Existem outras pautas muito mais importantes a serem tratadas”, disse em evento no Recife.
A declaração de Motta contrasta com as afirmações de Lula, que, na última sexta-feira (29), criticou Eduardo, chamando-o de traidor e defendendo sua cassação. O presidente da República mencionou ter abordado o tema diretamente com Motta em encontros anteriores.
Situação de Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro, atualmente autoexilado nos Estados Unidos, enviou um ofício a Motta solicitando a permissão para exercer seu mandato à distância. Ele alega que sua permanência no exterior é forçada devido a perseguições políticas. O deputado, que tirou licença de 120 dias em março, não comparece às sessões desde o término da licença em julho.
A Constituição prevê que um deputado pode perder o mandato se faltar a um terço das sessões ordinárias, salvo em casos de licença. Contudo, Eduardo não deve perder seu mandato em 2025, mesmo que falte a todas as sessões até o fim do ano, pois a análise das faltas ocorre apenas em março de 2026.
Denúncias e Indiciamento
Recentemente, a Polícia Federal indiciou Eduardo e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, por obstrução de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF). Eduardo classificou o indiciamento como indevido, afirmando que se deve a sua atividade parlamentar legítima no exterior.
Motta já enviou quatro denúncias contra Eduardo ao Conselho de Ética, dando seguimento ao trâmite regular da Casa. O presidente da Câmara reiterou que Eduardo será tratado como qualquer outro parlamentar no processo de análise da cassação, enfatizando que não pode concordar com a atitude de um deputado que atua fora do país em detrimento da economia nacional.
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