- O Ministério Público de São Paulo solicitou o afastamento temporário de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo de qualquer órgão político do Corinthians.
- O pedido visa evitar obstruções nas investigações sobre o uso indevido de cartões corporativos, que podem envolver crimes financeiros.
- O promotor Cássio Roberto Conserino apontou indícios de que os investigados poderiam influenciar a apuração e intimidar testemunhas.
- Os ex-presidentes são investigados por gastos irregulares, incluindo despesas pessoais, com uma empresa de fachada que movimentou mais de R$ 32 mil.
- A defesa de Augusto Melo não se opôs ao afastamento, enquanto Andrés Sanchez afirmou que sua atuação sempre foi legal.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) solicitou o afastamento temporário de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo, ex-presidentes do Corinthians, de qualquer órgão político do clube. O pedido foi feito em razão de investigações sobre o uso indevido de cartões corporativos, que podem envolver crimes financeiros.
O promotor Cássio Roberto Conserino argumentou que o afastamento é necessário para evitar obstruções nas investigações. Segundo ele, há indícios de que os investigados poderiam utilizar seu prestígio político para influenciar a apuração e intimidar testemunhas. O MP apura possíveis crimes como apropriação indébita, estelionato e falsidade ideológica.
Os ex-presidentes estão sendo investigados por gastos irregulares com cartões corporativos, incluindo despesas pessoais. Documentos indicam que uma empresa de fachada, OLIVEIRA MINIMERCADO, movimentou mais de R$ 32 mil em um curto período, levantando suspeitas sobre a legitimidade das transações. O promotor visitou o endereço da empresa e constatou que não havia comércio funcionando.
A defesa de Augusto Melo afirmou que ele não se opõe ao afastamento e que sua gestão foi pautada pela transparência. Andrés Sanchez também se manifestou, destacando que sua atuação sempre foi legal e que confia na Justiça. O MP recomenda a investigação sobre o uso de cartões durante as gestões de todos os três ex-presidentes.
As investigações começaram em junho e, inicialmente, focavam apenas nas gestões de Andrés e Duilio. Após novos depoimentos, a gestão de Augusto Melo foi incluída. O caso ganhou notoriedade quando Andrés admitiu ter utilizado o cartão corporativo para despesas pessoais em 2020, ressarcindo o clube posteriormente.
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