- A Polícia Federal deflagrou uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo 28 postos de combustíveis em sete estados.
- A investigação revelou movimentações financeiras superiores a R$ 23 bilhões.
- Os postos eram utilizados para ocultar os verdadeiros proprietários, que eram representados por laranjas, incluindo pessoas falecidas.
- A operação resultou em mandados de busca e apreensão contra 350 alvos, com mensagens interceptadas indicando que os suspeitos estavam cientes das investigações.
- A ação foi realizada em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo, visando desmantelar a estrutura criminosa infiltrada em setores formais da economia.
A Polícia Federal deflagrou uma operação que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), envolvendo 28 postos de combustíveis em sete estados. A ação, considerada uma das maiores da história, revelou movimentações financeiras que ultrapassam R$ 23 bilhões.
Os postos, a maioria localizados no Paraná, foram utilizados para ocultar os verdadeiros proprietários, que eram representados por laranjas, incluindo pessoas falecidas. Um dos laranjas, um homem que morreu em 2021, constava como sócio de quatro empresas, uma das quais movimentou R$ 5,9 milhões em depósitos fracionados. Outro laranja, um motoboy, admitiu receber R$ 1,5 mil mensais para atuar em nome do grupo, enquanto um eletricista teve seu nome vinculado a uma empresa que movimentou R$ 982 milhões sem seu conhecimento.
Estrutura do Esquema
O relatório da PF detalha que os laranjas eram, em sua maioria, pessoas humildes, como lavadores de carros e eletricistas, que forneciam seus dados pessoais para serem usados na constituição de empresas de fachada. Essas empresas serviram para disfarçar a origem ilícita dos recursos, com depósitos fracionados e transferências sem lastro fiscal.
Além dos postos de combustíveis, a investigação também aponta o uso de refinarias, lojas de conveniência, fundos de investimento e fintechs. As operações foram realizadas em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo, visando desmantelar a estrutura criminosa que se infiltrou em setores formais da economia.
Mandados e Ações
A operação resultou na execução de mandados de busca e apreensão contra 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas. Mensagens interceptadas revelaram que os suspeitos estavam cientes das investigações e discutiam estratégias para evitar a ação policial. A PF também identificou um grupo de WhatsApp, chamado “Diretoria Postos”, que gerenciava as operações financeiras e a divisão de lucros entre os membros.
As ações da Polícia Federal visam não apenas desmantelar o esquema de lavagem de dinheiro, mas também responsabilizar os envolvidos, que utilizavam métodos sofisticados para ocultar suas atividades ilícitas.
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