- A Operação Carbono Oculto investiga lavagem de dinheiro pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em setores como combustíveis e padarias.
- Seis padarias na Grande São Paulo estão ligadas ao esquema, com sócios que possuem múltiplos CNPJs.
- Entre as padarias investigadas estão a Iracema, em Santa Cecília, e a Nova Salamanca, na Vila Campestre.
- A empresária Maria Edenize Gomes é uma das principais envolvidas, com 17 empresas, e sua renda declarada é inferior a R$ 1 mil.
- O Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) busca desmantelar a estrutura financeira do PCC e investiga fraudes em postos de combustíveis.
A Operação Carbono Oculto investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), que envolve fraudes em setores como combustíveis e padarias. A operação, deflagrada na última quinta-feira (28), revelou a existência de seis padarias na Grande São Paulo com conexões diretas a figuras centrais do crime organizado.
Entre os estabelecimentos investigados, destacam-se a padaria Iracema, em Santa Cecília, e a Nova Salamanca, na Vila Campestre. Os sócios dessas padarias possuem múltiplos CNPJs e estão associados a um esquema que movimentou R$ 8,4 bilhões. O relatório do Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) aponta que alguns sócios têm até três CNPJs diferentes no mesmo endereço.
Estrutura do Esquema
A empresária Maria Edenize Gomes é uma das principais figuras no esquema, sendo sócia de 17 empresas, incluindo a Dubai. Com uma renda declarada inferior a R$ 1.000, ela recebeu a titularidade das empresas de sua vizinha, Ellen Bianca de Franca Santana Resende, que tem um salário registrado de R$ 1.461. As investigações indicam que as padarias foram abertas em nome de laranjas e rapidamente encerradas, dificultando a rastreabilidade.
Além das padarias, a operação também investiga fraudes em postos de combustíveis. Tharek Majide Bannout, cunhado de um dos principais operadores do PCC, aparece em quadros societários de várias empresas, incluindo a Nova Iracema. Bannout é suspeito de atuar na ocultação de bens e transações da organização criminosa.
Ação das Autoridades
O MP-SP busca acessar documentos de empresas ligadas à cadeia produtiva de combustíveis para identificar os verdadeiros proprietários. A instrumentalização de padarias e lojas de conveniência pelo PCC é central para a lavagem de capitais, evidenciando a necessidade de ações rigorosas para desarticular essa rede criminosa. As investigações continuam, com a expectativa de desmantelar a estrutura financeira do PCC.
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