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Procuradora-geral de Israel denuncia abuso de poder em tentativa de limitar protestos

A procuradora-geral de Israel invalida regras de Itamar Ben-Gvir que restringiam protestos, intensificando a tensão social no país

Ministro da Segurança Interna de Israel, Itamar Ben Gvir, caminha pela Esplanada das Mesquitas (Foto: Reprodução)
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  • A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, invalidou tentativas do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de restringir protestos antigoverno.
  • A decisão foi tomada em meio a crescentes manifestações contra a guerra em Gaza, com a sociedade pedindo soluções políticas.
  • Ben-Gvir havia estabelecido novas regras para a polícia, exigindo autorização para fechamento de vias e proibindo bloqueios em avenidas principais.
  • A procuradora alegou que as novas regras violaram acordos prévios com a polícia e o Ministério Público, não seguindo o processo de consulta necessário.
  • Em resposta, Ben-Gvir contestou a decisão e deu um prazo de 24 horas para a Procuradoria-Geral se manifestar sobre as novas regras.

A procuradora-geral de Israel, Gali Baharav-Miara, invalidou nesta segunda-feira uma tentativa do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, de restringir protestos antigoverno. A decisão ocorre em meio a crescentes manifestações contra a continuidade da guerra em Gaza, com a sociedade clamando por soluções políticas.

Ben-Gvir havia publicado um documento que estabelecia novas regras para a atuação da polícia em protestos, exigindo autorização prévia para fechamento de vias e proibindo bloqueios em avenidas principais. Críticos apontaram que essas medidas visavam limitar a oposição em um momento de intensificação dos protestos, que incluem atos de estudantes e famílias de reféns sequestrados pelo Hamas.

A procuradora alegou que a publicação das novas regras violou acordos prévios estabelecidos com a polícia e o próprio Ministério Público. Segundo ela, o ministro não seguiu o processo de consulta necessário, conforme um “plano de princípios” aceito por Ben-Gvir no início do ano, que limitava seu poder sobre a polícia e a definição de políticas para protestos.

Em resposta, Ben-Gvir contestou a decisão, afirmando que suas atribuições não estão condicionadas a outros órgãos. Ele deu um prazo de 24 horas para que a Procuradoria-Geral apresentasse suas considerações sobre as novas regras, desafiando a validade do acordo de princípios que ele mesmo havia aceitado.

Organizações da sociedade civil já haviam questionado a disposição de Ben-Gvir em respeitar os limites acordados, considerando sua posição na ala mais radical do governo. A situação atual reflete um cenário de tensão crescente entre o governo e a sociedade civil, à medida que os protestos se intensificam em Israel.

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