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Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de 21 investigados em esquema

Relator pede prisão de 21 investigados por fraudes no INSS, que causaram prejuízo de R$ 6,3 bilhões a aposentados e pensionistas

Relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar, em evento (Foto: Reprodução)
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  • O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Alfredo Gaspar, apresentou um pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em fraudes que afetaram aposentados e pensionistas.
  • O pedido foi aprovado por 26 votos a favor e será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para análise do ministro André Mendonça.
  • As investigações, que revelaram um esquema de cobranças ilegais e irregularidades em benefícios previdenciários, foram intensificadas após a operação Sem Desconto, realizada em abril pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
  • Entre os investigados estão figuras proeminentes, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.
  • O prejuízo estimado ao INSS entre 2019 e 2025 é de R$ 6,3 bilhões, e a CPMI planeja convocar ex-ministros da Previdência Social para esclarecer as irregularidades.

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Alfredo Gaspar, apresentou nesta segunda-feira, 1º de setembro, um pedido de prisão preventiva de 21 pessoas envolvidas em um esquema de fraudes que prejudicou aposentados e pensionistas. O requerimento, que será submetido ao Supremo Tribunal Federal (STF), foi aprovado por 26 votos a favor e nenhum contra.

As investigações, que já revelaram um esquema de cobranças ilegais e irregularidades em benefícios previdenciários, foram intensificadas após a operação Sem Desconto, deflagrada em abril pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. O relator destacou que nenhum dos investigados está preso até o momento, o que levanta preocupações sobre a continuidade das investigações.

Detalhes do Esquema

Entre os nomes citados no pedido de prisão estão figuras proeminentes, como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto. O advogado Eli Cohen, que colaborou com a CPMI, revelou que o esquema de fraudes se estendeu desde 2005, envolvendo descontos indevidos e operações irregulares de empréstimos consignados.

Gaspar enfatizou que as evidências coletadas indicam a participação ativa dos investigados em crimes que causaram um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões ao INSS entre 2019 e 2025. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana, também ressaltou a gravidade das infrações que afetaram milhões de brasileiros.

Próximos Passos

O STF agora analisará o pedido de prisão. Se acatado, os suspeitos poderão ser detidos, permitindo que a CPMI avance nas investigações. Além disso, a comissão planeja convocar ex-ministros da Previdência Social para esclarecer as irregularidades. A coleta de documentos e novas oitivas continua, visando responsabilizar todos os envolvidos no esquema que comprometeu a integridade do sistema previdenciário.

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