- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, é acusado de envolvimento em uma trama golpista relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023, que visavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva.
- Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Torres, representada pelo advogado Eumar Novacki, negou as acusações.
- A defesa apresentou um bilhete de passagem datado de 21 de novembro de 2022, comprovando que Torres estava nos Estados Unidos antes dos ataques.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a autenticidade do documento e afirmou que não há provas diretas ligando Torres a uma articulação golpista.
- O julgamento, sob a supervisão da Primeira Turma do STF, está programado até 12 de setembro e inclui outros réus, como Jair Bolsonaro e Alexandre Ramagem.
Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, é acusado de envolvimento em uma suposta trama golpista relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023, que visavam impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Torres, representada pelo advogado Eumar Novacki, negou as acusações e apresentou documentos que comprovam sua viagem aos Estados Unidos antes dos ataques.
O advogado exibiu um bilhete de passagem de Torres, datado de 21 de novembro de 2022, como evidência de que ele não poderia ter planejado a invasão das sedes dos Três Poderes, ocorrida quase dois meses depois. A Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou a validade do documento, afirmando que a companhia aérea GOL não confirmou sua autenticidade. Novacki, por sua vez, acusou a PGR de disseminar “inverdades” ao afirmar que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, não sabia da viagem de Torres.
A defesa argumentou que a narrativa da PGR carece de provas diretas. Novacki enfatizou que não existem mensagens que liguem Torres a uma suposta articulação golpista. Ele reinterpretou uma fala de Torres em uma reunião ministerial de julho de 2022, onde o ex-ministro mencionou que “se depois de dar merda, não há o que fazer”, afirmando que a frase se referia ao processo eleitoral e não a um plano de ruptura institucional.
Andamento do Julgamento
O julgamento, que começou nesta terça-feira (2), está sob a supervisão da Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin. O relator do caso, Alexandre de Moraes, apresentou um relatório detalhado sobre as investigações da Polícia Federal. As sessões extraordinárias do julgamento estão programadas até 12 de setembro.
Além de Torres, outros réus incluem Jair Bolsonaro, Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos enfrentam acusações de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado, entre outras infrações.
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