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Cármen Lúcia critica defesa de Ramagem durante sessão no Supremo Tribunal

Ministra Cármen Lúcia defende auditabilidade do sistema eleitoral e critica confusão entre voto auditável e voto impresso durante julgamento no STF

Cármen Lúcia, presidente do TSE, participa de sessão (Foto: Reprodução)
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  • A defesa de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto citou declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro para levantar dúvidas sobre as eleições.
  • A ministra Cármen Lúcia interrompeu o advogado, afirmando que o processo eleitoral é auditável e criticando a confusão entre voto auditável e voto impresso.
  • O advogado reconheceu a utilização dos termos em referência a Bolsonaro, mas destacou que não os considera sinônimos.
  • A defesa de Ramagem argumentou que suas manifestações eram opiniões pessoais e não indicam ações ilegítimas relacionadas ao processo eleitoral.

A defesa de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, questionou a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado Paulo Renato Garcia Cintra Pinto levantou dúvidas sobre a lisura das eleições, citando declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A ministra Cármen Lúcia, ao interromper o advogado, enfatizou que o processo eleitoral é amplamente auditável. Ela criticou a confusão entre os conceitos de voto auditável e voto impresso, esclarecendo que a auditabilidade das urnas eletrônicas existe desde 1996. “O que se fez é dizer o tempo todo que tem que ter o voto impresso, que tem a ver com o segredo do voto”, afirmou a ministra.

O advogado reconheceu que utilizou os termos “voto auditável” e “voto impresso” em referência a discursos de Bolsonaro, mas destacou que não os considera sinônimos. Cármen Lúcia, por sua vez, reiterou que a impressão de votos não se relaciona com a auditabilidade do sistema. O embate entre a ministra e a defesa de Ramagem não é novo; em março, Cármen já havia questionado a função da Abin na fiscalização das urnas.

Em documentos apresentados ao STF, a defesa de Ramagem argumentou que suas manifestações sobre as urnas eram meras reproduções de declarações públicas de Bolsonaro. O ex-diretor afirmou que os textos eram opiniões pessoais e não foram enviados a Bolsonaro, além de serem apenas anotações sem ilegalidade. A defesa enfatizou que não há qualquer indício de que Ramagem tenha promovido ações ilegítimas relacionadas ao processo eleitoral.

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