- O julgamento do núcleo da suposta trama golpista de 2022 ocorre no Supremo Tribunal Federal (STF) desde esta terça-feira (2).
- A ministra Cármen Lúcia corrigiu a defesa de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, sobre os termos “voto auditável” e “voto impresso”.
- O advogado de Ramagem pediu desculpas e reafirmou a confiança nas urnas eletrônicas.
- O ministro Luiz Fux esclareceu que não se sentiria impedido de julgar o caso, apesar da defesa afirmar que não havia provas contra Ramagem.
- Outros réus incluem ex-ministros e oficiais, todos acusados de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado.
Durante a segunda sessão de julgamento do núcleo crucial da suposta trama golpista de 2022, realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (2), a ministra Cármen Lúcia interveio para corrigir a defesa de Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin. O advogado Paulo Renato Garcia Cintra utilizou os termos “voto auditável” e “voto impresso” como sinônimos, o que levou a ministra a destacar a importância de diferenciá-los. O advogado pediu desculpas e reafirmou sua confiança nas urnas eletrônicas.
O ministro Luiz Fux também fez uma intervenção, esclarecendo que não se sentiria impedido de julgar o caso, após a defesa afirmar que não havia provas de que Ramagem tivesse ordenado a produção de informações contra o ministro. Este não foi o primeiro desentendimento entre a ministra e a defesa; durante a análise do recebimento da denúncia, Cármen Lúcia já havia questionado a atribuição da Abin em relação à segurança das urnas.
Papel de Ramagem na Denúncia
Alexandre Ramagem é acusado de fazer parte do “núcleo crucial” da trama golpista, que buscava fragilizar o sistema eleitoral e alimentar a narrativa de fraude. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou mensagens que indicam que Ramagem questionava a segurança das urnas eletrônicas. A defesa argumenta que ele apenas registrava anotações pessoais e críticas internas.
O julgamento, presidido pelo ministro Cristiano Zanin, começou com um relatório de quase duas horas do relator Alexandre de Moraes, que resumiu as investigações da Polícia Federal. As sessões extraordinárias do julgamento estão programadas até o dia 12 de setembro.
Réus e Acusações
Além de Ramagem, outros réus incluem ex-ministros e oficiais, como Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Todos enfrentam acusações de organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Parte das acusações contra Ramagem foi suspensa pela Câmara dos Deputados.
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