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Congresso avança em projeto que permite demissão da chefia do Banco Central

Líderes de partidos buscam acelerar votação de projeto que permite ao Congresso destituir dirigentes do Banco Central, alterando sua autonomia

Foto: Reprodução
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  • Líderes de seis partidos na Câmara dos Deputados assinaram um requerimento de urgência para acelerar a votação de um projeto de lei sobre a destituição de presidentes e diretores do Banco Central (BC).
  • O projeto, que altera a autonomia do BC, permite que a exoneração ocorra com a aprovação da maioria absoluta da Câmara.
  • Atualmente, a exoneração só pode ser feita pelo presidente da República em situações específicas, como desempenho insuficiente.
  • A nova proposta inclui a possibilidade de destituição quando a atuação do BC for considerada incompatível com os interesses nacionais, necessitando também da aprovação do Senado.
  • A votação do requerimento depende do presidente da Câmara, Hugo Motta, e ocorre em um momento em que o BC analisa a compra do Banco Master pelo BRB, envolvendo cerca de R$ 25 bilhões em ativos.

Líderes de seis partidos na Câmara dos Deputados assinaram, nesta terça-feira, 2, um requerimento de urgência para acelerar a votação de um projeto de lei que permite ao Congresso destituir presidentes e diretores do Banco Central (BC). Se aprovado, o projeto será analisado diretamente no plenário, sem passar por comissões.

A articulação para a urgência é liderada pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA) e conta com o apoio de líderes do MDB, PP, União Brasil, PSB, PL e Republicanos. O projeto, que remonta a 2021, altera a autonomia do BC, permitindo que a exoneração de seus dirigentes ocorra com a aprovação da maioria absoluta da Câmara.

Atualmente, a exoneração do presidente e diretores do BC só pode ser feita pelo presidente da República em situações específicas, como desempenho insuficiente. A proposta em discussão acrescenta uma nova condição: a destituição pode ocorrer quando a condução das atividades do BC for considerada incompatível com os interesses nacionais, necessitando também da aprovação do Senado.

A votação do requerimento de urgência depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A proposta surge em um momento crítico, enquanto o BC finaliza a análise da operação de compra do Banco Master pelo BRB, que envolve cerca de R$ 25 bilhões em ativos. A expectativa é que a análise do negócio seja concluída ainda esta semana.

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