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Cracolândia avança e ocupa área em frente à Receita Federal no Pacaembu

A cracolândia na avenida Pacaembu cresce com o dobro de usuários em uma semana, enquanto o policiamento permanece ausente na região

Movimentação de usuários de drogas na rampa de acesso da avenida Pacaembu para a avenida General Olímpio da Silveira, no centro de São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • A cracolândia na avenida Pacaembu, em São Paulo, teve um aumento no número de usuários de drogas, que dobrou em uma semana, passando de dez para mais de 20 pessoas.
  • A falta de policiamento permanente na área tem facilitado o consumo de crack sem restrições.
  • Funcionários da Receita Federal alertaram sobre a situação e informaram que contataram as autoridades policiais.
  • A Prefeitura de São Paulo realiza ações de assistência social, com 1.600 agentes atuando diariamente, mas a presença da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar é escassa.
  • Outras áreas, como a ciclovia sob o Minhocão e a avenida Rio Branco, estão mais limpas, levantando questões sobre a eficácia das políticas públicas na região.

A cracolândia na avenida Pacaembu, em São Paulo, tem apresentado um aumento alarmante no número de usuários de drogas. Em apenas uma semana, o total de dependentes químicos no local dobrou, passando de dez para mais de 20 pessoas. A situação se agravou devido à falta de policiamento permanente na área, permitindo que o consumo de crack ocorra sem restrições.

Funcionários da Receita Federal, que têm um prédio em frente à cracolândia, alertaram sobre a presença de usuários e possíveis atividades ilícitas. Em resposta, a Receita informou que contatou as autoridades policiais assim que tomou conhecimento da situação. No entanto, as gestões do prefeito Ricardo Nunes e do governador Tarcísio de Freitas não abordaram diretamente o problema em suas respostas, limitando-se a mencionar ações genéricas de combate ao tráfico e apoio social.

Policiamento e Zeladoria

A ausência de viaturas da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e da Polícia Militar na região tem contribuído para a permanência dos usuários. Eles só se afastam durante as limpezas diárias realizadas pela prefeitura, que ocorrem entre 15h e 16h. Após a saída das equipes, o consumo de drogas recomeça sem constrangimentos. Na noite de segunda-feira, barracas de camping e sujeira eram visíveis, com a droga sendo entregue de bicicleta.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que realiza um trabalho contínuo para oferecer tratamento e assistência social a pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo a administração, 1.600 agentes de saúde e assistência social atuam diariamente em pontos de ocupação, buscando atender os necessitados. A Secretaria da Segurança Pública também destacou que acompanha a dinâmica do uso de drogas na região, com ações conjuntas das polícias.

Situação em Outras Áreas

Enquanto a cracolândia na Pacaembu se expande, outras áreas, como a ciclovia sob o Minhocão e a avenida Rio Branco, estão mais limpas, sem aglomerações de moradores de rua. A diferença na abordagem e no policiamento entre esses locais levanta questões sobre a eficácia das políticas públicas de combate ao uso de drogas e apoio aos dependentes.

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