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Mauro Cid pede baixa do Exército e levanta questões sobre sua saúde mental

Tenente-coronel Mauro Cid pede desligamento do Exército por questões psicológicas; análise do pedido ocorrerá em janeiro de 2026

Tenente-coronel Mauro Cid no STF, aguardando interrogatório (Foto: Reprodução)
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  • O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, pediu a baixa do Exército por falta de condições psicológicas.
  • O pedido foi formalizado em agosto e será analisado pelo comando do Exército em janeiro de 2026.
  • Cid, que já foi afastado das Forças Armadas, mantém sua patente e salário de R$ 27 mil.
  • A Procuradoria-Geral da República questiona a validade da delação de Cid, apontando omissões em seus depoimentos.
  • Sua saída do Exército não o isentará de possíveis punições no Superior Tribunal Militar.

O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, solicitou a baixa do Exército, alegando falta de condições psicológicas para continuar no serviço militar. O pedido foi revelado por seu advogado, Jair Alves Pereira, durante o julgamento de uma trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF).

Cid, que já havia sido afastado das Forças Armadas, mantém sua patente e salário de R$ 27 mil. A solicitação de desligamento foi formalizada em agosto e será analisada pelo comando do Exército em janeiro de 2026. O advogado de Cid argumentou que a delação premiada de seu cliente deve ser respeitada, ressaltando que a negativa de benefícios comprometeria a eficácia desse instituto.

Análise do Pedido

A decisão sobre a baixa de Cid caberá ao comandante do Exército, Tomás Paiva, que avaliará um parecer de uma comissão interna. Avaliações preliminares indicam que Cid atende aos requisitos para a chamada quota compulsória, o que pode aliviar a cúpula militar e evitar desgastes. A expectativa é que a análise do pedido ocorra em um contexto de pressão sobre as Forças Armadas, dada a gravidade das acusações que envolvem Cid.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a validade da delação de Cid, apontando omissões em seus depoimentos. O ex-militar, que já preenche os critérios para ascender à patente de coronel, teve sua promoção vetada devido às investigações em curso. A situação de Cid é complexa, pois sua saída do Exército não o livrará de possíveis punições no Superior Tribunal Militar (STM).

Implicações da Delação

Cid é uma figura central nas investigações sobre a trama golpista, que envolve acusações graves contra Bolsonaro e outros réus. Sua delação se tornou crucial para o andamento do processo, e a defesa busca garantir os benefícios do acordo firmado com a Polícia Federal. O acordo prevê, entre outros pontos, perdão judicial ou pena privativa de liberdade não superior a dois anos.

A solicitação de Cid para se afastar do Exército reflete sua frustração com a carreira militar e a falta de perspectivas de promoção. A expectativa é que, ao ser incluído na cota compulsória, ele possa se afastar das pressões militares e buscar novas oportunidades fora da instituição.

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