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Ex-assessor denuncia irregularidades de Moraes na investigação do 8 de Janeiro

Eduardo Tagliaferro denuncia no Senado falsificação de documentos por Alexandre de Moraes e irregularidades em investigações contra empresários

Comissão de Segurança Pública realiza audiência pública interativa para discutir relatório investigativo sobre prisões em massa, com pronunciamento de Eduardo Tagliaferro via videoconferência (Foto: Reprodução)
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  • Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes, fez novas acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) durante depoimento no Senado em 2 de outubro.
  • Ele denunciou irregularidades em investigações e alegou falsificação de documentos por Moraes para justificar operações contra empresários conservadores.
  • Tagliaferro afirmou que relatórios de monitoramento eram produzidos a partir de pedidos informais de “parceiros”, como acadêmicos e agências de checagem, sem seguir os trâmites legais.
  • O ex-assessor mencionou uma operação de busca e apreensão de agosto de 2022, que teria sido baseada em uma reportagem sem apuração adequada, e indicou uma possível fraude nas datas de um laudo técnico.
  • As alegações levantaram questões sobre a legalidade das ações de Moraes, com senadores considerando a possibilidade de impeachment. Tagliaferro, que reside na Itália, expressou temores por sua segurança ao retornar ao Brasil.

Ex-assessor de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, fez novas acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) durante depoimento na Comissão de Segurança Pública do Senado, nesta terça-feira, 2 de outubro. Tagliaferro denunciou irregularidades em investigações e alegou que Moraes falsificou documentos para justificar operações contra empresários conservadores.

Durante a audiência, Tagliaferro afirmou que Moraes direcionava a produção de relatórios de monitoramento a partir de pedidos informais de “parceiros”, como integrantes de universidades e agências de checagem. Ele destacou que até críticas a ministros do STF e instituições brasileiras motivavam o monitoramento. Os relatórios eram entregues de forma oficial, mas os pedidos eram feitos fora dos trâmites legais, por meio de grupos de WhatsApp.

O ex-assessor também mencionou uma operação de busca e apreensão realizada em agosto de 2022, que visou oito empresários. Segundo ele, a ordem de Moraes foi baseada em uma reportagem sem a devida apuração prévia. Tagliaferro revelou que um laudo técnico, supostamente datado de 22 de agosto, foi produzido seis dias depois, indicando uma possível fraude nas datas para justificar a ação.

Denúncias e Implicações

As alegações de Tagliaferro levantaram questões sobre a legalidade das ações de Moraes, com senadores considerando os relatos como motivos para um possível impeachment. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) enfatizou a gravidade das acusações. O ex-assessor, que atualmente reside na Itália, foi ouvido por videoconferência e expressou temores por sua segurança caso retorne ao Brasil.

Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Tagliaferro por crimes que incluem tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. O procurador-geral Paulo Gonet, que também foi mencionado nas denúncias, é acusado de extrapolar limites legais em suas ações. A situação continua a gerar repercussões significativas no cenário político brasileiro, com a expectativa de novos desdobramentos.

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