- O presidente da França, Emmanuel Macron, antecipou as eleições parlamentares para junho de 2024, gerando uma crise política que fragilizou seu governo.
- O novo primeiro-ministro, François Bayrou, enfrenta uma moção de confiança no Parlamento no dia 8 de setembro, com dificuldades para obter apoio.
- O governo busca aprovar um orçamento com medidas de austeridade, enquanto cresce a pressão por novas eleições e greves.
- A dívida pública da França chega a 114% do PIB, e o déficit orçamentário previsto para 2025 é de 5,4% do PIB, acima da meta europeia de 3%.
- Bayrou propõe uma redução de € 50 bilhões em despesas e um ajuste fiscal de € 44 bilhões até 2026, mas enfrenta resistência tanto da direita quanto da esquerda.
O presidente francês Emmanuel Macron antecipou as eleições parlamentares para junho de 2024, o que resultou em uma crise política que fragilizou seu governo. O novo primeiro-ministro, François Bayrou, enfrenta uma moção de confiança no Parlamento na próxima segunda-feira, dia 8, em meio a dificuldades para conquistar apoio.
Bayrou, que assumiu o cargo em dezembro, terá que lidar com a oposição crescente tanto à direita quanto à esquerda. O governo busca aprovar um orçamento com medidas de austeridade, enquanto crescem os clamores por novas eleições e greves. A situação se complica ainda mais com a composição atual da Assembleia Nacional, que não favorece um diálogo produtivo.
A dívida pública da França atinge 114% do PIB, e o déficit orçamentário previsto para 2025 é de 5,4% do PIB, distante da meta europeia de 3%. O projeto de orçamento de Bayrou, que inclui uma redução de € 50 bilhões em despesas e um ajuste fiscal de € 44 bilhões para 2026, enfrenta resistência. A aprovação do orçamento para 2025 foi um pequeno triunfo, mas as medidas impopulares podem dificultar sua permanência no cargo.
A pressão por novas eleições é alimentada por partidos como o Reunião Nacional, de extrema direita, que tem ganhado força. Além disso, greves e manifestações convocadas pela esquerda podem intensificar a instabilidade política. Macron, que já viu seu antecessor, Michel Barnier, cair após apenas três meses, agora se vê diante de três opções: manter Bayrou, substituí-lo ou convocar novas eleições, cada uma com seus riscos e consequências para a economia francesa.
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