- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de planejar uma “mudança de regime” no país durante uma coletiva de imprensa em Caracas.
- Ele afirmou que embarcações americanas com 1.200 mísseis estão se dirigindo à Venezuela.
- Maduro mencionou uma videoconferência entre o secretário de Estado americano, Marco Rubio, e líderes da oposição, sem apresentar evidências.
- O presidente ameaçou que a Venezuela entrará em luta armada caso seja agredida pelos EUA, classificando a situação como a maior ameaça à América Latina do último século.
- A oposição, representada por figuras como María Corina Machado e Edmundo González, enfrenta perseguições, com González exilado na Espanha e Machado em local desconhecido.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de orquestrar uma “mudança de regime” no país, durante uma coletiva de imprensa em Caracas nesta segunda-feira (1º). Ele afirmou que o governo americano prometeu entregar o poder a opositores, mencionando a presença de embarcações dos EUA com 1.200 mísseis se dirigindo à Venezuela.
Maduro também destacou que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, participou de uma videoconferência com líderes da oposição no último sábado (30), onde discutiram uma possível troca de governo. O presidente não apresentou evidências para suas alegações, mas insinuou que a reunião ocorreu logo após a visita de Rubio ao Comando Sul, responsável por operações na América Latina.
Ameaças e Reações
Em suas declarações, Maduro não hesitou em afirmar que a Venezuela entrará em luta armada caso seja agredida pelos EUA. Ele classificou o envio das embarcações americanas como “a maior ameaça à América Latina do último século” e garantiu que o país não se curvará a pressões externas.
A oposição, representada por figuras como María Corina Machado e Edmundo González, enfrenta perseguições no país. González, que se autoproclamou presidente eleito, está exilado na Espanha, enquanto Machado permanece em local desconhecido. A assessoria de Machado optou por não comentar as declarações de Maduro.
Maduro recordou tentativas anteriores de derrubar seu governo, como a autoproclamação de Guaidó em 2019, e se mostrou confiante de que os EUA não terão sucesso em suas novas tentativas. Ele enfatizou que a Venezuela está unida e determinada a preservar a paz e o desenvolvimento.
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