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Moraes afirma que impunidade não é pacificação no julgamento de Bolsonaro

Julgamento de Jair Bolsonaro e outros réus por tentativa de golpe de Estado começa com foco na responsabilização e soberania nacional

Ministro Alexandre de Moraes em evento oficial (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 começou nesta terça-feira, sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
  • O ministro destacou a importância da responsabilização e da defesa da soberania nacional, afirmando que a pacificação do país depende da aplicação rigorosa das leis.
  • Moraes leu um relatório que resume as investigações, ressaltando a força da democracia brasileira e a independência das instituições.
  • O julgamento é considerado inédito pela gravidade das acusações e pela quantidade de provas, totalizando cerca de 80 terabytes.
  • Até o momento, ocorreram 683 condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, com 11 absolvições e 554 acordos de não persecução penal.

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros réus por suposta participação em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 teve início nesta terça-feira (2), sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O relator destacou a importância da responsabilização e da defesa da soberania nacional, enfatizando que a pacificação do país depende da aplicação rigorosa das leis.

Durante a abertura da sessão, Moraes leu um relatório que resume as investigações e as etapas do processo. Ele ressaltou que a democracia brasileira é forte, com instituições independentes e uma sociedade civil atuante. O ministro afirmou que a estabilidade institucional não implica ausência de conflitos, mas sim o respeito à Constituição e às garantias fundamentais.

Moraes também criticou as pressões externas que a Corte enfrenta, referindo-se a sanções impostas pelos Estados Unidos a ministros do STF. Ele garantiu que essas tentativas de coação não afetarão a imparcialidade do tribunal. O relator reiterou que a soberania nacional não pode ser negociada ou extorquida, sendo um dos pilares da República Federativa do Brasil.

Dados do Processo

O julgamento é considerado inédito pela gravidade das acusações e pela quantidade de provas reunidas, que totalizam cerca de 80 terabytes. Moraes mencionou que, até o momento, já ocorreram 683 condenações em ações penais relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, com 11 absolvições e 554 acordos de não persecução penal. O ministro afirmou que o Supremo julgará com base nas provas apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A condução do processo tem sido rápida, visando evitar influências do calendário eleitoral de 2026. Críticas à imparcialidade de Moraes surgiram, especialmente por parte da defesa de alguns réus, que questionaram a demora na entrega de material apreendido. O relator, no entanto, reafirmou que a justiça deve ser feita com base nas evidências, garantindo que a imparcialidade e a independência do STF prevalecerão.

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