- O julgamento da Ação Penal 2668 começou no dia 2 de setembro de 2025, no Supremo Tribunal Federal (STF).
- O ex-presidente Jair Bolsonaro e sete membros de seu governo são réus na ação, que investiga a tentativa de golpe de Estado em 8 de janeiro de 2023.
- O ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentaram evidências de um plano coordenado para subverter a ordem democrática.
- As acusações incluem organização criminosa armada, golpe de Estado e danos ao patrimônio público, com penas que podem chegar a 43 anos de prisão.
- O julgamento deve durar cinco dias e é monitorado pela sociedade civil e autoridades internacionais, com possíveis implicações para a estabilidade democrática no Brasil.
O julgamento da Ação Penal 2668 começou nesta terça-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete membros de seu governo. O caso investiga a tentativa de golpe de Estado ocorrida em 8 de janeiro de 2023, que ameaçou a democracia brasileira.
O ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentaram um panorama detalhado da trama golpista, enfatizando que os atos não foram isolados, mas parte de um esforço coordenado para subverter a ordem democrática. Gonet destacou que a não repressão a tentativas golpistas favorece regimes autoritários, tanto no Brasil quanto no exterior.
Moraes, durante a leitura de seu relatório, criticou a tentativa de deslegitimar o processo, afirmando que não houve cerceamento do direito de defesa. Ele também se opôs a pressões externas, referindo-se a declarações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que criticou o processo judicial. O ministro reafirmou que a pacificação do país depende do cumprimento da Constituição.
Acusações e Defesas
As acusações contra os réus incluem organização criminosa armada, golpe de Estado e danos ao patrimônio público, com penas que podem somar até 43 anos de prisão. O procurador Gonet apresentou evidências que conectam os réus a um plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que incluía ações para monitorar e neutralizar Moraes.
A defesa de alguns réus, como o ex-ministro Anderson Torres, contestou a validade das provas apresentadas, argumentando que as alegações de monitoramento ilegal se baseiam em interpretações errôneas. A defesa de Mauro Cid, delator no caso, também questionou a credibilidade de sua colaboração, que é central para a acusação.
O julgamento, que se estenderá por cinco dias, será acompanhado de perto pela sociedade civil e autoridades internacionais. A expectativa é que as decisões do STF tenham implicações significativas para o futuro político dos réus e para a estabilidade democrática no Brasil.
Entre na conversa da comunidade