- O regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo na Nicarágua intensificou a repressão política, com a confirmação das mortes de Carlos Cárdenas Zepeda e Mauricio Alonso Petri, ambos vítimas de desaparecimentos forçados.
- Carlos Cárdenas, advogado da Conferência Episcopal, foi preso em 19 de agosto e encontrado morto após 12 dias. Mauricio Petri, de 64 anos, estava desaparecido por 38 dias antes de seu corpo ser identificado.
- Atualmente, há 73 pessoas detidas e 33 desaparecidas no país, com denúncias de que as autoridades não informam os familiares sobre o paradeiro dos detidos.
- Desde julho, o regime tem realizado redadas de detenção, resultando em novas prisões, incluindo de uma criança e seus pais.
- Organizações não governamentais relataram práticas sistemáticas de tortura e desaparecimentos forçados, caracterizando a situação como uma forma de assassinato político.
Repressão em Nicarágua: Mortes de Opositores Aumentam Temores
O regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo na Nicarágua intensifica a repressão política, com a recente confirmação das mortes de Carlos Cárdenas Zepeda e Mauricio Alonso Petri, ambos vítimas de desaparecimentos forçados. Cárdenas, advogado da Conferência Episcopal, foi preso em 19 de agosto e encontrado morto após 12 dias de desaparecimento. Petri, de 64 anos, estava desaparecido por 38 dias antes de seu corpo ser identificado na morgue.
As mortes de Cárdenas e Petri refletem uma tática repressiva que se intensificou desde julho, com 73 pessoas atualmente detidas e 33 desaparecidas. O Mecanismo para o Reconhecimento de Pessoas Presas Políticas denuncia que as autoridades se negam a informar os familiares sobre o paradeiro dos detidos, criando um clima de medo e incerteza.
Desaparecimentos Forçados
Desde julho, o regime tem realizado redadas de detenção em várias regiões do país, resultando em pelo menos 33 novas prisões, incluindo famílias inteiras. Uma menina de 12 anos foi presa junto com seus pais em Jinotepe, onde o regime confiscou o Colégio San José. Os familiares dos detidos enfrentam ameaças e intimidações, dificultando denúncias.
A situação é alarmante, especialmente após relatos de tortura em El Chipote Novo, onde alguns detidos estão sendo submetidos a interrogatórios violentos. Informações sobre os desaparecidos são escassas, e os familiares temem por suas vidas. Rosa Ruíz, mãe de um médico detido, relatou que seu filho foi torturado e está em estado crítico.
Denúncias de Tortura
Organizações não governamentais no exílio apresentaram um relatório sobre a prática sistemática de desaparecimentos forçados, destacando métodos de tortura como agressões físicas, asfixia e ameaças de morte. Desde 2019, pelo menos seis pessoas morreram sob custódia do regime, incluindo figuras históricas do sandinismo.
O Mecanismo para o Reconhecimento de Pessoas Presas Políticas alerta que as desaparecimentos forçados são uma forma de assassinato político, evidenciando a brutalidade do regime. A situação em Nicarágua continua a ser crítica, com a comunidade internacional observando atentamente os desdobramentos.
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