- Carlos Cárdenas Zepeda foi encontrado morto após doze dias de desaparecimento, com sua família sendo convocada para identificá-lo no dia 30 de agosto.
- Ele havia sido detido em sua casa em Managua no dia 19 de agosto e atuava como assessor jurídico da Conferência Episcopal da Nicarágua.
- A morte de Cárdenas Zepeda se soma à de Mauricio Alonso Petri, encontrado sem vida após trinta e oito dias desaparecido.
- Desde julho de 2025, a repressão política na Nicarágua aumentou, resultando em pelo menos trinta e três detenções recentes de opositores.
- Famílias de prisioneiros políticos relatam torturas e ameaças, enquanto a prática de desaparecimento forçado é denunciada como uma forma de assassinato político.
Carlos Cárdenas Zepeda, opositor do regime de Daniel Ortega e Rosario Murillo, foi encontrado morto após 12 dias de desaparecimento. Sua família recebeu a notícia trágica no último sábado, 30 de agosto, quando foi convocada para identificar seu corpo. Cárdenas Zepeda, que atuava como assessor jurídico da Conferência Episcopal da Nicarágua, havia sido detido em sua casa em Managua no dia 19 de agosto.
A morte de Cárdenas Zepeda se soma à de Mauricio Alonso Petri, que também foi encontrado sem vida após 38 dias de desaparecimento. Ambos os casos refletem a crescente repressão política no país, que se intensificou desde julho de 2025, com pelo menos 33 detenções recentes de opositores. Famílias de prisioneiros políticos relatam torturas e ameaças, criando um clima de medo e insegurança.
Repressão e Desaparecimentos
Desde o início das detenções, as autoridades têm utilizado táticas de desaparecimento forçado. Muitas famílias não conseguem informações sobre seus entes queridos, que são mantidos em locais desconhecidos. Um exemplo alarmante é o caso de uma menina de 12 anos, presa junto com seus pais em Jinotepe, onde o regime confiscou uma escola. As ameaças de prisão também se estendem a familiares que tentam buscar informações.
A situação é ainda mais crítica para aqueles que permanecem em El Chipote Novo, onde relatos de tortura têm surgido. Segundo familiares, os detidos enfrentam interrogatórios violentos e condições desumanas. A Mecanismo de Reconhecimento de Prisioneiros Políticos denunciou que a prática de desaparecimento forçado é uma forma de assassinato político, com pelo menos seis mortes sob custódia do governo desde 2019.
Denúncias e Medidas
Organizações não governamentais em exílio têm documentado as condições brutais enfrentadas pelos prisioneiros. Métodos de tortura incluem espancamentos, asfixia e ameaças de morte. A situação é alarmante, com 73 prisioneiros políticos contabilizados, muitos dos quais estão desaparecidos. A mãe de um dos detidos, Yerri Estrada, relatou que seu filho foi preso em um hospital e que sofreu graves abusos.
As mortes de Cárdenas Zepeda e Alonso Petri intensificaram o clamor por justiça e visibilidade sobre a repressão em curso na Nicarágua. As famílias dos desaparecidos continuam a lutar por informações e a denunciar as atrocidades cometidas pelo regime, que se recusa a reconhecer a gravidade da situação.
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