- Um policial civil e um ex-servidor da Prefeitura de Queimados foram presos em uma operação contra milícias na Baixada Fluminense, na manhã de terça-feira, dois de setembro de dois mil e vinte e cinco.
- O policial é acusado de fornecer armas ao grupo e de tentar obstruir a prisão de seus membros.
- O ex-servidor, que atuava como motorista do grupo, usava um veículo do Conselho Tutelar para suas atividades.
- A investigação do Ministério Público revelou que ele repassava informações internas e facilitava encontros entre os líderes da milícia.
- A Prefeitura de Queimados se distanciou do ex-funcionário, afirmando que ele foi exonerado em julho de dois mil e vinte e quatro e que não há relação com a atual gestão.
Um policial civil e um ex-servidor da Prefeitura de Queimados, no Rio de Janeiro, foram detidos na manhã desta terça-feira (2) durante uma operação contra milícias na Baixada Fluminense. O policial, ainda em atividade, é acusado de fornecer armas ao grupo e de tentar obstruir a prisão de seus membros. O ex-servidor, que atuava como motorista do grupo enquanto estava na prefeitura, utilizava um veículo do Conselho Tutelar para suas atividades.
A investigação, conduzida pelo Ministério Público, revelou que o ex-servidor repassava informações internas e facilitava encontros entre os líderes da milícia. A prefeitura de Queimados se distanciou do ex-funcionário, afirmando que ele foi exonerado em julho de 2024 e que não há relação com a atual gestão. Em nota, a administração municipal expressou repúdio às ações do ex-servidor e se comprometeu a colaborar com as investigações.
A operação teve início após a prisão em flagrante de outros suspeitos e a análise de conteúdos de celulares apreendidos. O grupo miliciano atuava em bairros como Fanchem, Porteira e Paraíso, extorquindo comerciantes e mototaxistas sob a ameaça de violência. Os pagamentos eram feitos via Pix para uma empresa chamada Mibius Segurança Privada, que, segundo o MP, é uma fachada. Além disso, a milícia confiscava as chaves das motocicletas de quem não pagava, como forma de coação.
A Polícia Civil, com a participação da Corregedoria-Geral, continua as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos com o grupo paramilitar. Um terceiro alvo da operação já se encontrava preso antes da ação.
Entre na conversa da comunidade