- Reservistas do Exército de Israel, organizados pelo grupo “Soldados pelos Reféns”, anunciaram que não atenderão à convocação para servir na Faixa de Gaza.
- A decisão ocorre em meio a uma crescente pressão interna nas Forças Armadas, que se preparam para uma operação em larga escala na região.
- Os reservistas alegam que a guerra é ilegal e expressam preocupações pessoais, com cerca de 365 militares já tendo servido em Gaza se unindo à recusa.
- O ministro da Defesa, Israel Katz, autorizou a convocação de 60 mil reservistas após ataques do Hamas em outubro de 2023, que resultaram em 1,2 mil mortes e 251 reféns.
- A taxa de comparecimento tem diminuído, com algumas unidades registrando até 50% de não comparecimento, enquanto o Exército continua a realizar bombardeios aéreos em Gaza.
Um grupo de reservistas do Exército de Israel, conhecido como “Soldados pelos Reféns”, anunciou nesta terça-feira, em Tel Aviv, que se recusa a atender à convocação para servir na Faixa de Gaza. A decisão ocorre em meio a uma crescente pressão interna nas Forças Armadas, que estão se preparando para uma operação em larga escala na região.
Os reservistas alegam que a guerra é ilegal e expressam preocupações pessoais. O sargento da reserva Max Kresch, líder do movimento, afirmou que cerca de 365 militares que já serviram em Gaza se uniram à recusa, destacando um senso de dever patriótico em não apoiar a convocação do governo de Benjamin Netanyahu.
A convocação de 60 mil reservistas foi autorizada pelo ministro da Defesa, Israel Katz, em resposta aos ataques do Hamas em outubro de 2023, que resultaram em 1,2 mil mortes e 251 reféns. No entanto, relatos indicam que a taxa de comparecimento tem diminuído, com algumas unidades registrando até 50% de não comparecimento.
Os motivos para a recusa variam, incluindo o estresse pós-traumático e o impacto nas vidas pessoais e profissionais dos reservistas. O Exército israelense, por sua vez, continua a realizar bombardeios aéreos em Gaza, enquanto se prepara para treinos de combate. A situação permanece tensa, com a Defesa Civil de Gaza relatando 56 mortes em ataques aéreos nesta terça-feira.
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