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Traficante do PCC transforma empresa falida em lucro de R$ 2,7 bilhões em um ano

Polícia Federal investiga Duvale Distribuidora por movimentação suspeita de R$ 2,79 bilhões e vínculos com o PCC e foragidos

Agentes cumprem mandados em sete estados durante a Operação Carbono Oculto (Foto: Reprodução)
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  • A Polícia Federal (PF) iniciou uma operação contra o superfaturamento da Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool, que movimentou R$ 2,79 bilhões em 2021, após anos inativa.
  • A empresa, considerada falida até 2020, é investigada por vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e indivíduos foragidos.
  • O inquérito aponta que a guinada financeira da Duvale está ligada a Daniel Dias Lopes, condenado por tráfico internacional de drogas, que atuou como “procurador” da empresa enquanto cumpria pena.
  • Outros dois foragidos, Mohamad Hussein e Roberto Lemos, são considerados líderes do esquema de lavagem de dinheiro.
  • A PF identificou 24.229 depósitos em dinheiro vivo, totalizando R$ 31,7 milhões, em apenas quatro meses, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos e a relação da empresa com o tráfico.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação contra o superfaturamento da Duvale Distribuidora de Petróleo e Álcool, que, em 2021, movimentou R$ 2,79 bilhões, após anos de inatividade. A empresa, considerada falida até 2020, é investigada por vínculos com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e indivíduos foragidos.

A operação, realizada em conjunto com a Receita e o Ministério Público de São Paulo, revelou que a Duvale, fundada em 1988, passou de um faturamento nulo para um crescimento explosivo em um curto espaço de tempo. O inquérito aponta que a guinada financeira se deve à atuação de Daniel Dias Lopes, condenado por tráfico internacional de drogas, que se tornou “procurador” da empresa enquanto cumpria pena em regime semiaberto.

Além de Lopes, outros dois indivíduos, Mohamad Hussein, conhecido como “Primo”, e Roberto Lemos, apelidado de “Beto Louco”, são apontados como líderes do esquema de lavagem de dinheiro. Os três tiveram a prisão decretada e estão foragidos, com seus nomes incluídos na lista vermelha da Interpol.

Investigações e Movimentações

As investigações revelaram que a Duvale recebeu 24.229 depósitos em dinheiro vivo, totalizando R$ 31,7 milhões em apenas quatro meses, entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021. Esse volume de recursos chamou a atenção do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que forneceu relatórios de inteligência financeira sobre a empresa.

A PF constatou que a Duvale abriu filiais em diversas cidades, como Porto Velho (RO) e Feira de Santana (BA), mas, ao vistoriar os locais, não encontrou operações em andamento. A falta de lastro fiscal e a origem duvidosa dos recursos levantaram suspeitas sobre a relação da distribuidora com o tráfico internacional de drogas.

O relatório da Operação Tank destaca que a ascensão de Lopes está diretamente ligada ao seu envolvimento com o PCC, especialmente após sua liberação do sistema prisional. A investigação continua em andamento, com foco na desarticulação do esquema criminoso que utiliza o setor de combustíveis para atividades ilícitas.

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