- As cúpulas do Partido Progressista (PP) e do União Brasil decidiram proibir filiados de ocuparem cargos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
- A medida, que ainda precisa ser aprovada pelas Executivas Nacionais, afeta os ministros André Fufuca, dos Esportes, e Celso Sabino, do Turismo.
- A decisão ocorre em meio a tensões entre o governo e os partidos do Centrão, após críticas de Lula a líderes como Antonio Rueda e Ciro Nogueira.
- A proibição se aplica apenas a filiados, não afetando cargos indicados por aliados, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.
- A reunião da Executiva do União Brasil para confirmar a decisão está marcada para amanhã, enquanto o PP deve seguir o mesmo caminho em breve.
As cúpulas do PP e do União Brasil decidiram, nesta terça-feira, proibir todos os filiados de ocuparem cargos no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, que ainda precisa ser ratificada pelas Executivas Nacionais, afeta os ministros André Fufuca, dos Esportes, e Celso Sabino, do Turismo.
A decisão ocorre em um momento de crescente tensão nas relações entre o governo e os partidos do Centrão. Recentemente, Lula expressou descontentamento com líderes como Antonio Rueda, do União, e Ciro Nogueira, do PP. O presidente criticou Nogueira, insinuando que ele busca viabilizar uma candidatura a vice na chapa com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
A proibição atinge apenas filiados, não afetando cargos indicados por aliados como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira. Alcolumbre é responsável por ministros como Frederico Siqueira Filho, das Comunicações, e Waldez Góes, da Integração Nacional. Lira, por sua vez, indicou Carlos Vieira, presidente da Caixa.
Os dirigentes do PP e do União Brasil consideram a situação insustentável e afirmam que a permanência de filiados no governo é incompatível com o atual clima político. A reunião da Executiva do União Brasil, que deve selar o desembarque, está marcada para amanhã, enquanto o PP deve seguir o mesmo caminho nos próximos dias.
Gleisi Hoffmann, ministra de Relações Institucionais, comentou que “ninguém é obrigado a ficar no governo”, ressaltando que a decisão da federação é respeitada. A pressão interna para renúncia é vista como uma tentativa de alinhar as ações dos representantes em um cenário político conturbado.
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