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Advogado afirma que não há provas ligando Bolsonaro aos eventos de 8 de janeiro

Advogado de Jair Bolsonaro contesta denúncias da Procuradoria Geral da República e critica cerceamento da defesa no processo sobre eventos de 8 de janeiro

Advogado de Jair Bolsonaro e outro advogado durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) (Foto: Reprodução)
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  • O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Sanchez Vilardi, afirmou que não há provas que conectem o ex-presidente aos eventos de 8 de janeiro.
  • A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou denúncias baseadas em delações e documentos, mas Vilardi considera que a acusação não tem fundamentos sólidos.
  • Ele criticou a credibilidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, alegando que o militar “não é confiável”.
  • Vilardi expressou preocupação com o cerceamento da defesa, citando a complexidade do processo e a quantidade excessiva de documentos.
  • O advogado questionou a validade de tratar reuniões como atos preparatórios de crime, ressaltando que isso poderia violar princípios do direito penal.

O advogado de Jair Bolsonaro, Celso Sanchez Vilardi, defendeu que não existem provas que conectem o ex-presidente aos eventos de 8 de janeiro. A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou denúncias baseadas em delações e documentos, mas Vilardi argumenta que a acusação carece de fundamentos sólidos.

Durante sua defesa, Vilardi criticou a credibilidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, afirmando que o militar “não é confiável” e foi “pego pela mentira”. Ele destacou que a denúncia se baseia em uma minuta encontrada, que não comprova a ligação de Bolsonaro com os crimes. “Não há uma única prova que atrele o presidente ao Punhal Verde e Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro”, afirmou.

O advogado também expressou preocupação com o cerceamento da defesa, mencionando a complexidade do processo e a quantidade excessiva de documentos. Ele ressaltou que a defesa não teve tempo adequado para se preparar e que a competência do caso não deveria ser do Supremo Tribunal Federal, mas sim do plenário.

Críticas ao Processo

Vilardi questionou a validade de tratar reuniões, como a realizada com embaixadores, como atos preparatórios de crime. Ele argumentou que isso poderia violar o princípio da taxatividade do direito penal. “Não se pode punir um ato preparatório”, disse, enfatizando que a possibilidade de uma pena de 30 anos para um assunto encerrado é desproporcional.

O advogado também mencionou a existência de 680 processos e mais de 500 acordos de persecução penal, ressaltando que esses acordos não necessariamente refletem a verdade. Ele concluiu que a denúncia da PGR está se expandindo para implicar Bolsonaro nos eventos de 8 de janeiro sem evidências concretas.

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