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Advogado critica Moraes e defende que juiz não deve atuar como investigador

Defesas de Jair Bolsonaro e outros réus contestam credibilidade de delação e pedem mais tempo para análise de provas no julgamento por tentativa de golpe

Foto: Reprodução
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  • O julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF).
  • As defesas criticaram a credibilidade da delação de Mauro Cid, alegando falta de provas concretas e questionando a condução do processo.
  • O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou que a Polícia Federal apresentou apenas “recortes” de conversas e documentos sem evidências robustas.
  • A defesa de Walter Braga Netto desqualificou a delação de Cid, chamando-a de “farsa” e “ficção”, e destacou a ausência de provas que liguem seu cliente a ações golpistas.
  • O julgamento deve ter os votos dos ministros apresentados na próxima terça-feira, com o resultado final previsto para o dia 12.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta quarta-feira, 3, ao julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O processo, que se tornou uma ação penal em março, está em sua terceira sessão, com as defesas apresentando argumentos.

Os advogados contestaram a credibilidade da delação de Mauro Cid, alegando falta de provas concretas e criticando a condução do processo. O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, destacou que a Polícia Federal apresentou apenas “recortes” de conversas e documentos, sem evidências robustas que liguem o ex-presidente aos atos golpistas. Vilardi afirmou que não houve violência na preparação da suposta trama, um elemento essencial para caracterizar o crime de golpe de Estado.

Críticas à Condução do Processo

As defesas também levantaram preocupações sobre o acesso às provas e a celeridade do julgamento. O advogado Matheus Milanez, que representa o general Augusto Heleno, criticou a falta de tempo para analisar um volume extenso de documentos. Ele argumentou que a relação entre Heleno e Bolsonaro se distanciou após a filiação deste ao PL, o que diminuiu a influência do ex-ministro.

Além disso, a defesa de Walter Braga Netto desqualificou a delação de Cid, chamando-a de “farsa” e “ficção”. O advogado José Luis de Oliveira Lima afirmou que não existem provas concretas que liguem seu cliente a ações golpistas, enfatizando que as acusações são infundadas.

Expectativa para os Votos

O julgamento prossegue com a expectativa de que os votos dos ministros sejam apresentados na próxima terça-feira, 9. O resultado final deve ser proclamado no dia 12. As acusações contra os réus incluem organização criminosa armada e dano qualificado ao patrimônio da União. O desdobramento deste caso continua a atrair atenção significativa da sociedade e da mídia, dada a gravidade das alegações e o envolvimento de figuras proeminentes da política e das Forças Armadas.

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