- Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual e municipal no Rio de Janeiro, foi preso em 25 de outubro durante uma operação da Polícia Federal.
- Ele é suspeito de receber pagamentos do Comando Vermelho para vazar informações sigilosas sobre prisões de políticos e policiais.
- A operação também resultou na prisão do deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e do delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel, além de três policiais militares e um traficante.
- O superintendente da Polícia Federal no Rio, Fábio Galvão, afirmou que Carracena atuou em ações que beneficiaram o tráfico de drogas.
- Carracena foi exonerado em janeiro deste ano e era considerado um profissional ético e técnico, surpreendendo colegas com sua prisão.
Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual e municipal no Rio de Janeiro, foi preso nesta quarta-feira, 25 de outubro, durante uma operação da Polícia Federal. Ele é suspeito de receber pagamentos do Comando Vermelho para vazar informações sigilosas, o que inclui dados sobre prisões de políticos e policiais.
A operação resultou na detenção de outros envolvidos, como o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias, e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel. Além deles, três policiais militares e um traficante também foram presos. O superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão, destacou que Carracena teve um papel ativo em ações que beneficiaram o tráfico de drogas, mencionando um episódio em que ele intercedeu para a retirada de uma unidade do Batalhão de Choque de uma comunidade.
Carracena, que ocupou cargos relevantes como secretário de Ordem Pública e de Esporte, foi exonerado em janeiro deste ano do cargo de subsecretário estadual de Defesa do Consumidor. Ele era considerado um profissional ético e técnico, com uma carreira marcada por sua atuação em diversas pastas do governo. O ex-secretário Gutemberg de Paula, que o indicou para alguns desses cargos, expressou surpresa com a prisão, afirmando que Carracena sempre teve um perfil técnico e profissional.
A investigação revelou que o ex-subsecretário utilizou seus contatos na vida pública para atender aos interesses da facção criminosa. A PF identificou que a infiltração de criminosos em instituições públicas representa um risco significativo para a segurança pública. A defesa dos citados ainda não se manifestou sobre as acusações.
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