- O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por um suposto plano golpista prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF).
- A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncias graves contra os réus.
- O advogado Andrew Fernandes Farias defendeu o ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, de forma descontraída, mencionando sua sogra para criticar a acusação.
- Farias admitiu que Bolsonaro discutia um plano de golpe, mas afirmou que Nogueira não era um golpista.
- O clima leve da sessão foi interrompido quando o celular de Farias tocou, gerando risadas entre os presentes.
O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por um suposto plano golpista continua no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República apresentou denúncias sérias, enquanto momentos inusitados marcaram a sessão.
Durante a defesa do ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira, o advogado Andrew Fernandes Farias fez uma apresentação descontraída. Ele mencionou sua sogra, dona Zilda, para criticar a acusação, afirmando que “as palavras são como punhal, machucam e doem”. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, brincou com a situação, perguntando se as palavras da sogra eram realmente um punhal.
Farias argumentou que a acusação contra Nogueira era exagerada, afirmando que o ex-ministro era um pacificador que se opôs à ruptura democrática. Ele admitiu que Bolsonaro discutia um plano de golpe, mas defendeu que Nogueira não era um golpista. O advogado também mencionou que o ex-ministro foi hostilizado por colegas, sendo chamado de “frouxo” e “melancia”.
A ministra Cármen Lúcia questionou Farias sobre a natureza das tentativas de Nogueira de demover Bolsonaro de ações sugeridas por grupos radicais. O advogado, em resposta, citou a obra “Alice Através do Espelho” para ilustrar a complexidade da situação. O clima leve da sessão foi interrompido quando o celular de Farias tocou, levando o ministro Flávio Dino a brincar que era sua sogra. Risadas ecoaram pelo plenário, contrastando com a seriedade do julgamento.
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