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Brasileira revela abuso sofrido por Epstein na adolescência e compartilha sua história

Marina Lacerda pede ao Congresso dos EUA a divulgação de documentos sobre abuso por Jeffrey Epstein, buscando justiça e transparência

Marina Lacerda durante entrevista coletiva em frente ao Capitólio, em Washington (Foto: Reprodução)
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  • Marina Lacerda, identificada como ‘vítima-menor 1’ no caso de Jeffrey Epstein, revelou ter sido abusada pelo financista aos 14 anos.
  • Em coletiva de imprensa no Capitólio dos Estados Unidos, no dia 3 de outubro, ela pediu a divulgação de documentos da investigação.
  • Lacerda enfatizou que as vítimas merecem ser ouvidas e que a transparência é essencial para esclarecer o caso.
  • A coletiva foi organizada pelos deputados Thomas Massie e Ro Khanna, que buscam apoio bipartidário para a proposta de lei.
  • Lacerda, agora com 37 anos, relatou que os abusos ocorreram até seus 17 anos e que seu depoimento foi ignorado em 2008 devido a um acordo judicial assinado por Epstein.

Marina Lacerda, identificada como ‘vítima-menor 1’ no caso de Jeffrey Epstein, revelou publicamente ter sido abusada pelo financista aos 14 anos. Em uma coletiva de imprensa realizada em frente ao Capitólio dos EUA no dia 3 de outubro, ela pediu ao Congresso a divulgação de documentos da investigação, buscando justiça e transparência.

Durante o evento, Lacerda destacou que as vítimas merecem ser ouvidas e que a divulgação dos registros não confidenciais é essencial para esclarecer o caso. A coletiva foi organizada pelos deputados Thomas Massie e Ro Khanna, que buscam apoio bipartidário para a proposta de lei. Lacerda, agora com 37 anos, relatou que conheceu Epstein em 2002, quando estava em um “lar desestruturado” em Nova York. A promessa de ganhar dinheiro com massagens rapidamente se transformou em abuso sexual.

Os abusos duraram até que ela completasse 17 anos, quando Epstein a dispensou. Em 2008, o FBI a procurou, mas seu depoimento não foi considerado devido a um acordo judicial assinado por Epstein. Somente em 2019, após a reabertura da investigação, Lacerda teve a oportunidade de depor, contribuindo para a prisão do bilionário, que se suicidou na prisão antes do julgamento.

A polêmica sobre a retenção dos arquivos do caso continua a gerar controvérsias, especialmente em meio às críticas ao ex-presidente Donald Trump, que minimizou o interesse no caso. Ele havia prometido divulgar informações sobre Epstein durante sua campanha, mas agora enfrenta descontentamento entre seus apoiadores. A pressão por maior transparência e a divulgação dos documentos é crescente, com as vítimas e ativistas exigindo respostas.

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