- A oposição e o Centrão estão em negociações para a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos ataques de 8 de janeiro.
- O União Brasil e o Partido Progressista (PP) anunciaram sua saída do governo Lula e esperam obter entre 320 e 330 votos na Câmara dos Deputados.
- O julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pode impactar a votação da anistia, com aumento da pressão após a decisão sobre as penas.
- O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estão envolvidos nas discussões sobre a anistia.
- A situação do ministro do Turismo, Celso Sabino, é delicada, com pressão interna no União Brasil que pode levar à sua expulsão do partido.
BRASÍLIA – A oposição e o Centrão estão em negociações para avançar com a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos nos ataques de 8 de Janeiro. O União Brasil, junto ao PP, anunciou seu desembarque do governo Lula e já projeta obter entre 320 e 330 votos na Câmara dos Deputados.
Os partidos do Centrão, incluindo o União Brasil, estão atentos ao julgamento de Bolsonaro, que pode influenciar a votação da anistia. A expectativa é que a pressão aumente após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente em relação à dosimetria das penas e possíveis divergências entre os ministros.
Negociações em Andamento
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, estão diretamente envolvidos nas discussões sobre a anistia. Tarcísio, que é visto como um candidato forte para a presidência em 2026, já conversou com Motta e outros líderes do Centrão sobre o tema. Motta, por sua vez, reconheceu que a pressão por parte dos partidos aumentou e que a anistia será um dos tópicos na próxima reunião de líderes.
Dentro do União Brasil, há uma expectativa de apoio do PL, do PP e do Republicanos. Embora o PSD e o MDB não tenham formalizado apoio, o União Brasil conta com 33 votos do PSD e 20 do MDB. A executiva nacional do União Brasil se reuniu recentemente para discutir a saída do governo, estabelecendo um prazo até 30 de setembro para que os membros que ainda ocupam cargos no governo se desliguem.
Situação do Ministro do Turismo
A situação do ministro do Turismo, Celso Sabino, é delicada. Ele resiste em deixar o cargo e considera até se afastar do partido. Sua ausência na reunião da executiva causou desconforto entre os participantes, que veem sua postura como um desafio à nova direção do União Brasil. A pressão interna pode levar a uma avaliação ética que poderia resultar em sua expulsão do partido, caso não se adeque às novas diretrizes.
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