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Desvios de cestas básicas em Tocantins envolvem fotos falsas e primeira-dama, diz PF

Afastamento de Wanderlei Barbosa e Karynne Sotero ocorre após investigações sobre corrupção e desvios de R$ 73 milhões em cestas básicas

Karynne Sotero, primeira-dama do Tocantins, posando para a foto (Foto: Reprodução)
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  • O governo do Tocantins enfrenta investigações sobre desvios de recursos públicos, resultando no afastamento do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero.
  • A Polícia Federal apura irregularidades na compra de cestas básicas durante a pandemia, com prejuízo estimado em R$ 73 milhões.
  • Paulo César Lustosa, ex-marido de Karynne, recebeu R$ 1,3 milhão em propinas, atuando como intermediário em negociações.
  • O Superior Tribunal de Justiça determinou o afastamento de Barbosa por 180 dias, enquanto as investigações sobre corrupção e organização criminosa continuam.
  • Mensagens obtidas pela PF indicam a participação ativa de Karynne nos desvios, levantando suspeitas sobre sua atuação no Instituto de Desenvolvimento e Gestão Social, Esportiva e Cultural.

As investigações sobre desvios de recursos públicos no governo do Tocantins resultaram no afastamento do governador Wanderlei Barbosa e da primeira-dama Karynne Sotero Campos. A Polícia Federal (PF) apura irregularidades na compra de cestas básicas durante a pandemia, com um prejuízo estimado em R$ 73 milhões.

A PF identificou que Paulo César Lustosa, ex-marido de Karynne, recebeu R$ 1,3 milhão em propinas de empresas contratadas para a distribuição das cestas. Ele atuava como intermediário em negociações de propinas, e a operação, chamada Fames-19, teve sua segunda fase iniciada em 3 de outubro.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento de Barbosa por 180 dias enquanto as investigações sobre corrupção e organização criminosa prosseguem. O governador classificou a decisão como “precipitada” e afirmou que buscará retomar o cargo na Justiça.

Mensagens obtidas pela PF revelaram a intensa participação de Karynne nos desvios. A primeira-dama, que presidiu o Instituto de Desenvolvimento e Gestão Social, Esportiva e Cultural (IDEGESESC) até 2019, ainda controlava a entidade, levantando suspeitas sobre sua atuação no esquema.

Os documentos da PF indicam que o IDEGESESC não entregou as cestas básicas, utilizando produtos de outros fornecedores para enganar a fiscalização. A PF também apurou que houve cooperação entre Karynne e parlamentares para repasses de emendas ao instituto, evidenciando um esquema de corrupção mais amplo.

As defesas de Barbosa e de outros envolvidos negam qualquer responsabilidade nos fatos apurados. As investigações continuam, e a situação política no Tocantins permanece tensa, com desdobramentos que podem impactar a administração pública do estado.

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