- Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, é réu em um caso de tentativa de golpe de Estado para impedir a posse de Lula.
- Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Demóstenes Torres afirmou que Garnier não tem recursos para pagar sua defesa, apesar de receber uma aposentadoria de R$ 37 mil brutos.
- Torres mencionou que Garnier alugou uma casa para sua mãe, que tem Alzheimer, e decidiu trabalhar sem cobrar honorários.
- A defesa criticou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu a rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que ligou Garnier à tentativa de golpe.
- Garnier é o primeiro chefe militar a ser julgado por golpe de Estado na Justiça comum e foi nomeado por Jair Bolsonaro em 2021.
Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha, é réu em um caso de tentativa de golpe de Estado que visava impedir a posse de Lula. Durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), seu advogado, Demóstenes Torres, fez declarações surpreendentes sobre a situação financeira do almirante.
Demóstenes alegou que Garnier, prestes a completar 65 anos, não teria recursos para pagar sua defesa. Ele mencionou que o ex-comandante alugou uma casa para sua mãe, que tem Alzheimer, e que, por pena, decidiu trabalhar sem cobrar honorários. Contudo, informações do Portal da Transparência revelam que Garnier recebe uma aposentadoria de R$ 37 mil brutos, resultando em cerca de R$ 25,1 mil líquidos após descontos.
O advogado não esclareceu o valor dos honorários, mas a quantia que Garnier recebe é comparável à de outros réus envolvidos na mesma trama, como Paulo Sérgio Nogueira, que recebe R$ 36,8 mil brutos. Durante sua sustentação oral, Demóstenes causou estranheza ao elogiar os ministros do STF e fazer comentários desconexos, como sua admiração por Bolsonaro e o relator do caso, Alexandre de Moraes.
A defesa de Garnier criticou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) e pediu a rescisão da delação do tenente-coronel Mauro Cid, que ligou Garnier à tentativa de golpe. A PGR afirma que ele foi o único comandante das Forças Armadas a apoiar o plano de Jair Bolsonaro para permanecer no poder. Garnier, que foi nomeado por Bolsonaro em 2021, é o primeiro chefe militar a ser julgado por golpe de Estado na Justiça comum.
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