- Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), não participará da abertura do Ano Judicial no Tribunal Supremo, marcada para esta sexta-feira.
- Ele alegou compromisso com um mitin da presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, que ocorrerá no mesmo dia.
- A presença do fiscal geral do Estado, Álvaro García Ortiz, como processado, motivou a recusa de Feijóo.
- O PP criticou a decisão do governo de permitir que García Ortiz participe do evento, considerando isso uma “tensão institucional” desnecessária.
- A ausência de Feijóo reforça sua oposição ao governo de Pedro Sánchez, em um contexto político marcado por polêmicas relacionadas à Justiça.
Alberto Núñez Feijóo, líder do Partido Popular (PP), não comparecerá à abertura do Ano Judicial, marcada para esta sexta-feira, no Tribunal Supremo. A ausência de Feijóo, que tradicionalmente participa do evento, ocorre em meio a um clima político tenso, especialmente em relação à Justiça. O líder do PP alegou um compromisso prévio com um mitin da presidente da Comunidade de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, que ocorrerá no mesmo dia e horário.
A presença do fiscal geral do Estado, Álvaro García Ortiz, como processado, é um dos principais motivos da recusa de Feijóo. García Ortiz está sob investigação por sua suposta participação em uma filtragem relacionada à parceira de Ayuso. O PP criticou a decisão do governo de permitir que o chefe de Estado compartilhe um evento com um fiscal em tal situação processual. Em nota, o partido afirmou que a presença de García Ortiz no evento é uma “tensão institucional” desnecessária.
Desde sua nomeação em abril de 2022, Feijóo tem se oposto ao governo de Pedro Sánchez, e sua decisão de não comparecer à abertura do Ano Judicial reforça essa postura. O líder do PP já havia se ausentado de outros eventos institucionais, como o 40º aniversário da adesão da Espanha à União Europeia, em junho. A decisão de não participar do evento judicial coincide com declarações recentes de Sánchez, que criticou a atuação de juízes no país, provocando reações negativas do PP.
Além disso, a recusa de Feijóo ocorre em um momento em que a política espanhola está marcada por polêmicas, como a reunião do presidente da Catalunha, Salvador Illa, com o ex-presidente Carles Puigdemont em Bruxelas. O PP utilizou esse contexto para justificar a ausência de seu líder, afirmando que o governo não respeita a Justiça ao proteger figuras como García Ortiz e outros.
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