- Geoffrey Hinton, conhecido como “padrinho da IA”, alertou sobre os riscos da inteligência artificial descontrolada após deixar o Google em 2023.
- Hinton, que tem setenta e sete anos, se sente “um pouco responsável” pela tecnologia que ajudou a desenvolver.
- Ele se une a outros líderes do setor que usam linguagem apocalíptica para descrever os perigos da IA, como Sam Altman, CEO da OpenAI, e Peter Thiel, cofundador do PayPal.
- Hinton pede conscientização pública e pressão sobre políticos para regulamentações, afirmando: “Estamos tentando acordar as pessoas”.
- As opiniões sobre a IA variam, com alguns líderes prevendo avanços positivos e outros, como Max Tegmark, alertando para os riscos de inovações sem regulamentação.
Geoffrey Hinton, conhecido como “padrinho da IA”, está alertando sobre os riscos da inteligência artificial (IA) descontrolada após deixar o Google em 2023. Aos 77 anos, Hinton, que foi um dos pioneiros em aprendizado profundo, sente-se “um pouco responsável” por sua criação e agora se posiciona como um crítico da tecnologia que ajudou a desenvolver.
Com o avanço acelerado da IA, Hinton se une a outros líderes do setor que utilizam uma linguagem apocalíptica para descrever os potenciais perigos. O CEO da OpenAI, Sam Altman, chamou a IA de “inteligência mágica no céu”, enquanto Peter Thiel, cofundador do PayPal, sugeriu que a IA poderia até trazer o Anticristo. Por outro lado, há céticos como Dylan Baker, ex-funcionário do Google, que acredita que essas preocupações são exageradas e influenciadas por ficção científica.
Hinton enfatiza a necessidade de conscientizar o público sobre os riscos da IA, pedindo que a sociedade pressione os políticos para regulamentações. Ele afirma: “Estamos tentando acordar as pessoas”. Enquanto isso, outros líderes, como Dario Amodei, da Anthropic, vislumbram um futuro otimista com a IA, prevendo avanços significativos na saúde e na liberdade humana.
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As visões sobre a IA variam amplamente. Enquanto alguns, como Ray Kurzweil, acreditam que a IA pode levar a uma fusão entre humanos e tecnologia, outros, como Max Tegmark, alertam para os perigos de uma corrida desenfreada por inovações sem regulamentação. Tegmark, presidente do Future of Life Institute, liderou uma carta aberta pedindo uma pausa no treinamento de sistemas de IA, que obteve mais de 33 mil assinaturas, incluindo figuras como Elon Musk.
A crescente preocupação com a IA reflete uma mudança na percepção do setor tecnológico, que historicamente era visto como secular. O professor Robert Geraci observa que a linguagem apocalíptica em torno da IA se tornou comum, refletindo uma busca por significado em um mundo cada vez mais tecnológico. “Nós, seres humanos, somos profunda e inerentemente religiosos”, afirma Geraci, sugerindo que a reverência pela IA pode estar ligada a uma necessidade humana de transcendência.
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