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MPF denuncia corrupção em obras da prefeitura ligada a Hugo Motta

MPF acusa Engelplan de corrupção e superfaturamento em obras em Patos, com danos estimados em mais de R$ 1,3 milhão

Agentes da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União realizam operação contra fraude em licitação municipal em Patos (PB) (Foto: Reprodução)
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  • O Ministério Público Federal (MPF) processou a empresa Engelplan Construções e Locações por corrupção, fraude em licitação e superfaturamento em obras públicas em Patos (PB).
  • A ação pede a indisponibilidade de bens da empresa e a proibição de receber recursos públicos.
  • As investigações, parte da Operação Outside, revelaram um esquema de pagamentos de propina e superfaturamento em contratos de restauração de avenidas.
  • O contrato com a Engelplan foi assinado um dia antes da posse do prefeito Nabor Wanderley Filho, e os danos aos cofres públicos são estimados em mais de R$ 1,3 milhão.
  • Irregularidades incluem cláusulas restritivas no edital e uso de materiais abaixo das especificações, comprometendo a qualidade das obras.

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação contra a empresa Engelplan Construções e Locações, acusando-a de corrupção, fraude em licitação e superfaturamento em obras públicas em Patos (PB). O município é governado por Nabor Wanderley Filho, pai do presidente da Câmara, Hugo Motta, que é pré-candidato ao Senado em 2026. A ação pede a indisponibilidade de bens da empresa e sanções como a proibição de receber recursos públicos.

As investigações, parte da Operação Outside, revelaram um esquema que envolvia pagamentos de propina e superfaturamento em contratos de restauração das avenidas Alça Sudeste e Manoel Mota. O contrato com a Engelplan foi assinado um dia antes da posse de Nabor Wanderley Filho. O MPF estima que os danos aos cofres públicos ultrapassam 1,3 milhão de reais, com valores adicionais ainda em apuração.

Irregularidades Identificadas

O MPF identificou que servidores públicos incluíram cláusulas restritivas no edital e forneceram informações privilegiadas à Engelplan. Pagamentos de propina eram feitos de forma sistemática, utilizando codinomes e valores fixos a cada medição da obra. Além disso, foram encontrados indícios de superfaturamento por meio de aditivos e alterações técnicas no projeto.

Entre as irregularidades estão o “jogo de planilha”, que adicionou 796 mil reais ao contrato, e um reajuste irregular que aumentou o valor da obra em 153 mil reais. O uso de materiais abaixo das especificações comprometeu a durabilidade da pavimentação, evidenciando a gravidade das fraudes.

Contexto Político

Patos é um reduto eleitoral da família Motta, com Nabor Wanderley Filho e Hugo Motta ocupando cargos de destaque. A pressão política aumenta, especialmente com a oposição exigindo que Hugo Motta coloque em votação um projeto de lei de anistia para acusados pela Procuradoria Geral da República. A situação se torna ainda mais complexa à medida que as investigações do MPF avançam, revelando um cenário de corrupção que pode impactar a trajetória política da família Motta.

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