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Procuradoria acusa juiz e ex-assessor de desvio de heranças milionárias

Eduardo Tagliaferro e o juiz Peter Eckschmiedt são denunciados por organização criminosa e desvios de heranças em São Paulo

Eduardo Tagliaferro é perito computacional e trabalhou no TSE (Foto: Reprodução)
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  • A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, e o juiz Peter Eckschmiedt por organização criminosa.
  • A acusação envolve desvios de heranças e fraudes judiciais, com detalhes sobre a atuação da quadrilha.
  • A denúncia, com 162 páginas, foi divulgada em 3 de outubro e descreve como a quadrilha desviava valores de heranças não partilhadas e de idosos com doenças graves.
  • O juiz Eckschmiedt, que atuava na 2.ª Vara Cível de Itapevi, é acusado de peculato e organização criminosa.
  • Tagliaferro, atualmente na Itália, é um dos membros da organização, que também inclui doze outros investigados.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo denunciou Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, e o juiz Peter Eckschmiedt por organização criminosa. A acusação envolve desvios de heranças e fraudes judiciais, com detalhes sobre a atuação da quadrilha.

A denúncia, com 162 páginas, foi tornada pública em 3 de outubro e descreve como a quadrilha, liderada por Eckschmiedt, desviava valores milionários de heranças não partilhadas e de idosos com doenças graves. O juiz, que atuava na 2.ª Vara Cível de Itapevi, é acusado de peculato e organização criminosa.

Tagliaferro, que atualmente reside na Itália, é apontado como um dos membros da organização. O procurador-geral do Ministério Público, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, destacou que Eckschmiedt era “figura central e imprescindível ao esquema”, emitindo decisões que permitiam a transferência de valores para contas judiciais.

Além de Tagliaferro e Eckschmiedt, doze outros investigados foram citados na denúncia. O juiz já havia sido aposentado compulsoriamente em maio, após ser flagrado com R$ 1,7 milhão em sua residência. A Procuradoria afirma que o esquema incluía a falsificação de títulos extrajudiciais para justificar ações de execução fraudulentas.

Um escrevente técnico, Luís Gustavo Cardoso, é descrito como o “braço direito” de Eckschmiedt, recebendo pagamentos por suas contribuições ao esquema. A denúncia revela que a organização tinha como alvo fortunas “esquecidas”, utilizando documentos falsificados para obter vantagens ilícitas.

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