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Projeto de lei sobre devedores contumazes é crucial no combate ao crime organizado

Receita Federal e Polícia Federal desmantelam esquema de sonegação de R$ 80 bilhões ligado ao PCC com nova legislação e operações intensificadas

Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, em audiência na Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução)
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  • A Receita Federal e a Polícia Federal intensificaram ações contra sonegação e lavagem de dinheiro, focando no PCC.
  • O Senado aprovou o Projeto de Lei do Devedor Contumaz, que impõe restrições severas a devedores que não pagam impostos.
  • O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, afirmou que a legislação visa combater fraudes em estruturas empresariais.
  • A Operação Carbono Oculto revelou um esquema de sonegação de R$ 80 bilhões, envolvendo postos de combustíveis e fintechs.
  • Barreirinhas destacou que a operação é uma das maiores ações contra o financiamento do crime organizado no Brasil.

A Receita Federal e a Polícia Federal intensificaram suas operações contra a sonegação e a lavagem de dinheiro, especialmente em relação ao PCC. O Senado aprovou o Projeto de Lei do Devedor Contumaz, que impõe restrições severas a devedores que não pagam impostos. O secretário da Receita, Robinson Barreirinhas, destacou que a nova legislação visa combater aqueles que utilizam estruturas empresariais para ocultar e transferir recursos.

O PL prevê a suspensão de CNPJs, proibição de benefícios fiscais e restrições em licitações para empresas e indivíduos que reincidem na sonegação. Barreirinhas enfatizou que o projeto não é destinado ao contribuinte comum, mas sim a quem se utiliza de práticas fraudulentas. No setor de combustíveis, as empresas deverão comprovar a origem lícita de seus recursos e atender a requisitos mínimos de capital social.

Operação Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto revelou um esquema de sonegação e lavagem de dinheiro que movimentou R$ 80 bilhões. A investigação, realizada pela Receita e pela Polícia Federal, envolveu postos de combustíveis, fintechs e fundos de investimento. O PCC utilizava empresas de fachada e instrumentos financeiros complexos para ocultar a origem dos recursos e financiar suas atividades criminosas.

Barreirinhas afirmou que a operação é uma das maiores ações contra o financiamento do crime organizado no Brasil. Ele ressaltou que a movimentação financeira do crime organizado ultrapassou R$ 50 bilhões em uma única operação, além de outros R$ 20 bilhões em ações subsequentes. O secretário reforçou que o combate ao crime deve focar no cerne financeiro das organizações, não apenas em ações pontuais.

As iniciativas da Receita e da Polícia Federal refletem um esforço contínuo para desmantelar redes de sonegação e lavagem de dinheiro, visando desarticular as bases financeiras que sustentam o crime organizado no país.

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