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Defesas técnicas não abalam evidências da tentativa de golpe no julgamento

Defesas no julgamento da tentativa de golpe no STF reforçam fragilidade das provas e criticam delação de Mauro Cid

Celso Villardi faz sustentação oral no STF, com Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia ao fundo (Foto: Reprodução)
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  • O julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) entrou no segundo dia, com defesas mais técnicas.
  • Sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-ministros, estão envolvidos no caso.
  • A defesa do general Walter Braga Netto criticou a delação de Mauro Cid, que o implicou na trama.
  • A defesa do ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira afirmou que seu cliente tentou dissuadir Bolsonaro de ações extremas.
  • O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que os réus formaram uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil.

O julgamento da tentativa de golpe no Supremo Tribunal Federal (STF) avançou para seu segundo dia, com defesas mais técnicas e focadas nas fragilidades das provas. Sete réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-ministros, estão envolvidos no caso.

Durante a sessão, a defesa do general Walter Braga Netto, representada por José Luis de Oliveira Lima, criticou a delação de Mauro Cid, que o implicou na trama. Lima argumentou que a maior acusação contra seu cliente é a de ter financiado um plano golpista, conhecido como Punhal Verde Amarelo. Os advogados de Bolsonaro tentaram desqualificar a narrativa de golpe, afirmando que o ex-presidente colaborou para uma transição pacífica, mesmo após sua saída do país antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva.

Fragilidade das Provas

A defesa do ex-ministro Paulo Sérgio Nogueira, conduzida por Andrew Fernandes Faria, destacou que seu cliente tentou dissuadir Bolsonaro de ações extremas. A ministra Cármen Lúcia questionou o significado de “demover”, ao que o advogado respondeu que se referia a medidas de exceção. Os defensores também reclamaram do volume excessivo de documentos enviados pela Polícia Federal, que variou entre 20 terabytes e 80 terabytes, dificultando a análise.

No primeiro dia, as defesas foram consideradas fracas, especialmente a do almirante Almir Garnier, que desviou o foco de sua argumentação. Apesar das dificuldades, os advogados conseguiram apresentar suas defesas, mesmo que isso implicasse outros réus. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, ressaltou que, embora nem todos os réus tenham participado de todos os eventos, juntos formaram uma organização criminosa que tentou dar um golpe de Estado no Brasil.

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