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Rússia mira conquista de Odesa como meta na invasão da Ucrânia

Guerásimov destaca Odesa e Mikolaiv como parte da Rússia e reafirma operações ofensivas, apesar de críticas e perdas significativas

Valeri Guerásimov, ao centro, apresenta um mapa que mostra o sul da Ucrânia como território russo (Foto: Reprodução)
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  • O chefe do Estado Maior russo, Valeri Guerásimov, analisou a campanha militar de verão e apresentou um mapa que inclui Odesa e Mikolaiv como parte da Rússia.
  • Guerásimov afirmou que as operações ofensivas continuarão, apesar das críticas sobre os avanços limitados.
  • O mapa sugere uma expansão territorial russa até a fronteira com a Moldávia.
  • O Instituto para o Estudo da Guerra contestou as alegações de Guerásimov, indicando que a Rússia conquistou apenas 2.346 quilômetros quadrados desde março.
  • A Rússia controla cerca de 18% do território ucraniano, com perdas estimadas em mais de 200 mil mortos.

O chefe do Estado Maior russo, Valeri Guerásimov, analisou os resultados da campanha militar de verão neste fim de semana, destacando um mapa que inclui as regiões de Odesa e Mikolaiv como parte da Rússia. Guerásimov reafirmou a continuidade das operações ofensivas, mesmo diante de críticas sobre os avanços limitados.

O mapa exibido por Guerásimov mostra não apenas as cinco regiões ucranianas que a Rússia reivindica oficialmente, mas também as mencionadas Odesa e Mikolaiv, sugerindo uma expansão territorial que alcançaria a fronteira com a Moldávia. O general Viktor Sóbolev, membro da Duma Estatal, afirmou que a criação de uma “zona de segurança” inclui essas regiões, e que a decisão sobre sua anexação caberia aos residentes locais. Contudo, a realidade nas áreas ocupadas é de imposição, sem consulta à população.

Desde o início da invasão, a Rússia controla cerca de 18% do território ucraniano, uma leve diminuição em relação a novembro de 2022. O Instituto para o Estudo da Guerra contestou as alegações de Guerásimov, afirmando que as forças russas conquistaram apenas 2.346 quilômetros quadrados e 130 assentamentos desde março. A situação no front permanece estagnada, com a Rússia enfrentando pesadas perdas, estimadas em mais de 200 mil mortos.

A retórica russa sugere que o Kremlin busca pressionar a Ucrânia e seus aliados, utilizando o mapa como uma forma de demonstrar suas intenções territoriais. Enquanto isso, as negociações de paz continuam sem avanços significativos, com o Kremlin esperando um colapso do governo ucraniano. O assessor de política externa de Putin, Yuri Ushakov, negou rumores sobre um encontro entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, reforçando a falta de diálogo efetivo.

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