- O Senado argentino rejeitou o veto do presidente Javier Milei à lei de emergência em deficiência com 63 votos a favor e 7 contra.
- A lei, aprovada em julho, garante pensões e serviços para cerca de 5 milhões de pessoas com deficiência.
- A votação ocorreu em um clima de celebração entre defensores da causa em frente ao Congresso em Buenos Aires.
- O Senado também aprovou uma proposta que limita o uso de decretos presidenciais, exigindo aprovação do Congresso em até 90 dias.
- A situação política de Milei se complica com as eleições legislativas na província de Buenos Aires e desafios econômicos no país.
O Senado argentino rejeitou o veto do presidente Javier Milei à lei de emergência em deficiência, com 63 votos a favor e apenas 7 contra. Esta decisão representa uma derrota significativa para o governo, que já enfrenta dificuldades no Congresso. A lei, aprovada em julho, visa garantir pensões e serviços para cerca de 5 milhões de pessoas com deficiência no país.
A votação ocorreu em um clima de celebração entre defensores da causa, que se reuniram em frente ao Congresso em Buenos Aires. Pablo Bensusan, senador peronista, destacou que o veto de Milei impedia o acesso a pensões e aumentos nas prestações, considerando a atitude “brutal e inumana”. A oposição, composta por diversas facções, uniu-se contra o veto, enquanto o partido de Milei, La Libertad Avanza, ficou isolado.
Além da rejeição do veto, o Senado também aprovou uma proposta para limitar o uso de decretos presidenciais. A nova regra exige que os decretos sejam aprovados pelo Congresso em até 90 dias, caso contrário, serão considerados revogados. Essa mudança pode restringir o poder de Milei, que já emitiu mais de 60 decretos desde sua posse.
A situação política de Milei se complica ainda mais com a proximidade das eleições legislativas na província de Buenos Aires e os desafios econômicos enfrentados pelo país. O presidente, que argumentou que a lei de emergência em deficiência comprometeria o superávit fiscal, agora se vê pressionado por um cenário adverso e por denúncias de corrupção em sua administração, especialmente relacionadas ao setor de deficiência.
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